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Flávio Roscoe afirma que Propag foi 'um mal necessário'

Em sabatina do MG1, candidato ao Governo de Minas diz que programa foi necessário para evitar uma crise financeira no Estado, mas defende renegociação

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Candidato ao Governo de Minas, Flávio Roscoe (PL). • Divulgação Campanha.

O candidato ao Governo de Minas, Flávio Roscoe (PL), afirmou que o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) foi necessário para Minas Gerais, mas defendeu uma renegociação das condições do acordo. Segundo ele, o programa evitou um cenário de agravamento da crise financeira do Estado, mas ainda há espaço para rever os termos da dívida. A declaração foi dada durante sabatina do MG1, da TV Globo, nesta segunda-feira (14).

Roscoe classificou o Propag como um “mal necessário” e afirmou que, caso seja eleito, pretende renegociar o acordo.

“Foi um mal necessário, precisava ser aprovado, porque Minas Gerais poderia ter congelamento, a União poderia se apropriar de todas as receitas que seriam repassadas do Estado. O que seria o caos. Nós teríamos uma paralisação de todos os serviços públicos. Então a opção era terrível. Mas agora que ele foi renegociado, pelo menos nós ganhamos tempo para negociar melhor. Vamos renegociar o Propag.”

Dívida de Minas

Ao falar sobre as contas públicas, o candidato afirmou que a dívida financeira de Minas Gerais seria de R$ 209 bilhões, além de outros passivos. Roscoe também fez uma comparação entre as dívidas do Estado e da União para estimar quanto cada mineiro teria de pagar.

“Eu estava falando que o Estado não gera riqueza, o Estado consome riqueza. Os mineiros têm que pagar uma dívida, não de 180, 180 é só com a União. Minas Gerais tem hoje uma dívida financeira de 209 bilhões de reais. E eu não estou falando passivo com servidores, não, que também é. Proporção enorme, é gigante. Nós somos 20 milhões de mineiros, cada mineiro hoje deve 10 mil reais, se você dividir per capita, a pessoa que está nascendo na maternidade já está devendo 10 mil. Mas não está devendo só 10 mil, a União fez uma dívida para cada brasileiro de 50 mil. Então hoje o mineiro que nasce, ele já está devendo 60 mil reais, e nós temos que pagar essa dívida.”

A partir desse cenário, Roscoe defendeu a adoção de medidas para ampliar a atividade econômica e reduzir a burocracia como forma de melhorar a capacidade do Estado de oferecer serviços públicos.

“De segurança, todo mundo reclamando da estrada, todo mundo reclamando da saúde, todo mundo reclamando da educação, e com razão. E, ao mesmo tempo, nós temos uma dívida que fizeram em nosso nome de 60 mil reais, quando você considera União e Estado. Como é que nós vamos pagar isso? Nós temos que dinamizar a atividade econômica. É a única solução.”

Segundo o candidato, uma das primeiras medidas de um eventual governo seria reduzir o número de normas e procedimentos considerados burocráticos.

“O cidadão mineiro é lotado de burocracia. Nos primeiros 15 dias nós vamos emitir uma série de decretos cancelando milhares de normas burocráticas que não são eficientes, geram transtorno burocrático, geram lentidão do governo, e muitas vezes os funcionários públicos ficam analisando papel enquanto deveriam estar fazendo atividade-fim. Nós vamos reformar todo esse aparato, e é com esse dinamismo da atividade econômica que nós vamos poder dar o serviço para o cidadão.”

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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.

 

 

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