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FPA diz que Marco Temporal é 'inegociável', mas pontos da minuta do STF podem ser aceitos; confira

Caso STF insista no argumento de que a tese é inconstitucional, deputados prometem alterar a constituição

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Pedro Lupion (PP-PR), presidente da Frente Parlamentar Agropecária da Câmara dos Deputados • Itatiaia

Após uma reunião de conciliação que terminou sem acordo no Supremo Tribumal Federal (STF), na última segunda-feira (17), o presidente da Frente Parlamentar Agropecária (FPA) da Câmara dos Deputados, Pedro Lupion (PP-PR), reafirmou que a tese do Marco Temporal é "inegociável", mas apontou o que pode ser flexibilizado, desde que a temporalidade seja mantida.

Entenda

O alvo do debate é a lei do Marco Temporal, aprovada pelo Congresso em setembro de 2023, mesma data em que o STF considerou a tese inconstitucional. Por causa do impasse, foram apresentadas duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) e uma Ação Direta de Constituciobaludade (ADC) para debater a decisão do parlamento.

Conciliação

Para tentar um consenso, o ministro Gilmar Mendes cirou uma comissão de conciliação e encaminhou uma minuta, com mais de 90 pontos, para ser debatida na reunião da última segunda. O encontro terminou sem consenso e sob criticas do presidente a FPA, porque a temporalidade não foi citada e para ele a questão foi 'ignorada' e não pode ficar aberta, sob pena de ser questionada futuramente.

Segundo a tese do Marco Temporal só têm direito às terras indígenas que estivessem ocupando ou disputando território em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal. Para a FPA a data precisa ser mantida. Caso contrário, podem surgir grupos reivindicando terras que antes não ocupavam.

"Não pode ficar solto, a gente precisa ter claro uma periodicidade, uma temporalidade, e nós deixamos isso extremamente claro ontem, além de outros pontos apresentados ontem", disse Lupion.

Questionado pela Itatiaia se haveria algum ponto positivo na minuta do STF, o deputado citou apenas um. "Por exemplo, a questão de indenização, eles estão reconhecendo a necessidade de indenização prévia e justa de terra nua e de benfeitoria, isso é um ponto positivo", elencou.

Inegociável

Lupion frisou os pontos para os quais não há negociação. "A gente parte de princípios que a gente não pode negociar. A questão do Marco Temporal, a questão de não negociar a área invadida, ou seja, muitas regiões, principalmente na Bahia, no Paraná, no Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, existem áreas que estão invadidas por ditos indígenas, a gente não vai participar de negociação nesse sentido, de maneira alguma. Então, a gente tem princípios que a gente preza e que a gente vai manter", reforçou.

PLC

A partir a conciliação, o STF planeja enviar um Projeto de Lei Complementar para o Congresso para adequar a proposta do Marco Temporal aprovada em 2023. No entanto, há condições para que a Câmara aprove. "Eu vou reiterar o que nós dissemos ontem, o marco temporal é inegociável, nós não vamos transversar nesse assunto, nesse sentido, mais de 370 parlamentares encaminharam nesse sentido, 80% do Congresso Nacional apoiou a tese do marco temporal, tanto na votação dos projetos, como também na derrubada do veto. Caso haja necessidade de nós votarmos mais uma vez nesse sentido, nós vamos reiterar", destacou o deputado.

PEC

Caso o STF decida manter a decisão sobre a inconstitucionalidade do Marco, os parlamentares vão levar adiante a PEC 48 que pretende inclur a tese na Constituição Fedral.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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