A indefinição das chapas na data limite das convenções
PL ainda discute se lançará Flávio Roscoe, Vittorio Medioli ou se vai aderir à candidatura de Marcelo Aro. MDB é a primeira chapa a definir a vice. Patrus Ananias dialoga com PSB e Federação Rede Psol. Kalil fecha com o PSDB. Mateus Simões segue com Avante, Novo e DC

A sucessão mineira entra na data limite das convenções partidárias, neste 5 de agosto, sem a definição do nome ao governo de Minas do campo da direita bolsonarista. Com a candidatura de Cleitinho (Republicanos) praticamente descartada pelos Republicanos, o PL avalia Flávio Roscoe, presidente licenciado da Fiemg, e Vittorio Medioli, nomes postos como alternativa a Cleitinho.
O partido em Minas está rachado. Há um terceiro grupo que defende apoio a Marcelo Aro (PP), ex-secretário de Estado de Governo. Aro tem o nome articulado junto à Federação União Progressista e está fechado com o Republicanos.
Entre as principais candidaturas formalizadas ao governo de Minas até agora, apenas a de Gabriel Azevedo (MDB) tem a posição de vice acertada, o que aconteceu nesta noite de terça-feira, 4 de agosto: trata-se da vereadora Maria Helena, do MDB de Montes Claros. A chapa do governador Mateus Simões (PSD) segue indefinida.
Depois da ruptura com o grupo de Marcelo Aro, Mateus Simões viu o seu campo de alianças encolher de nove partidos inicialmente projetados para quatro: além do PSD, o Avante, o Novo e o DC. O Novo indicou dois prováveis nomes para a posição de vice nessa chapa: a vereadora Fernanda Altoé e o ex-deputado federal Tiago Mitraud. No PDT, Alexandre Kalil fechará coligação com o PSDB de Aécio Neves, que deverá indicar a candidatura de vice na chapa.
No campo lulista, o deputado federal Patrus Ananias (PT), candidato da Federação PT, PV e PC do B, trabalha para atrair o PSB e a Federação Rede-PSOL. Além de Patrus, a chapa tem definida neste momento apenas a candidatura ao Senado Federal de Marília Campos, ex-prefeita de Contagem.
Legendas empurram as definições pendentes para 15 de agosto, prazo final para o registro das chapas na Justiça Eleitoral. Isso só é possível porque, para driblar a data limite das convenções, delegam as decisões às executivas estaduais.
Jornalista, doutora em Ciência Política e pesquisadora


