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'Entre a cruz e a espada': Fachin dá 1º passo para sair do muro e enfrentar crise no STF

Presidente da Corte é pressionado para medidas contra Moraes e quebra de sigilo do Master

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Edson Fachin, presidente do STF.
Edson Fachin, ministro do STF • Antonio Augusto / STF.

Cobrado pela sociedade e pelas autoridades, o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) deu o primeiro passo nesta quarta-feira (9) para sair “de cima do muro” onde muitos acreditam que ele tenha ficado ao longo da última semana quando a crise na corte se agravou.

Pelo que a coluna apurou, Fachin sofria pressão para duas medidas: afastar o ministro Alexandre de Moraes da Suprema Corte e retirar André Mendonça da relatoria do Caso Master. Fachin agiu diferente, adotou medidas mais brandas: mas começou a tomar as rédeas da situação.

Medidas

O presidente do STF afastou Moraes da relatoria do inquérito das Fake News, que está em curso há 7 anos e também liberou o pedido de investigação contra o ministro para o plenário do Supremo. O julgamento será na próxima terça (15) aberto e televisionado.

Mendonça e Dino também não foram poupados, Mendonça havia afastado o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues e Dino o reintegrou nesta quarta. O presidente da corte anulou as decisões dos dois.

Sigilo

Agora, Fachin tem que lidar com outra esta. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu a quebra total do sigilo do Master, na esteira do que havia feito outro presidenciável, Ronaldo Caiado (PSD), que protocolou pedido para que os dados sejam revelados antes das eleições.

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Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.

 

 

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