Itatiaia

Flávio Bolsonaro fugiu para Argentina com passaporte italiano antes de ir para os EUA

Senador viajou para Argentina com a família mesmo após o Supremo Tribunal Federal (STF) cancelar seus passaportes brasileiros na segunda-feira, dia seguinte a derrota no segundo turno para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Por
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desembarcado em Miami, nos Estados Unidos
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desembarcado em Miami, nos Estados Unidos • RICARDO ARDUENGO / AFP

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entrou na Argentina na noite dessa terça-feira (27) usando passaporte italiano, mesmo após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter cancelado seus documentos brasileiros na última segunda-feira (26). O senador viajou acompanhado da esposa e filhas.

Uma fonte policial informou à CNN Brasil, sob condição de anonimato, que o documento utilizado pelo senador para ingressar no país pela cidade argentina de Puerto Iguazú, na fronteira com Foz do Iguaçu, no Paraná, foi o passaporte italiano.

Assistir vídeo:

A esposa de Flávio Bolsonaro, Fernanda, e uma das filhas, utilizaram passaportes brasileiros. Outra filha do senador usou o Registro Geral (RG) para entrar.

Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, órgão oficial de imigração do país, Flávio Bolsonaro cruzou a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú, na província de Misiones, por volta das 22h50.

A migração afirmou que os quatro apresentaram documentação de viagem válida, sem nenhum impedimento legal para a entrada no país, e que não houve incidentes durante o processo.

Ainda de acordo com o órgão, às 23h30, a comitiva embarcou em um voo privado operado pela empresa Baires Fly S.A. O destino informado no plano de voo era Guayaquil.

À CNN Brasil, o ministério da Segurança da Argentina, pasta responsável pelo departamento de Imigração e pela Polícia de Segurança Aeroportuária, afirmou que o senador, derrotado nas eleições presidenciais do último domingo (25), não havia entrado no país.

Uma fonte brasileira próxima ao senador disse à CNN que ele temia ser preso no Brasil. A fuga ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibir Flávio Bolsonaro de deixar o país. A decisão foi tomada no último domingo (25), dia do segundo turno.

A medida foi adotada no âmbito de uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. Moraes determinou o cancelamento dos passaportes brasileiros de Flávio Bolsonaro, incluindo o diplomático, e a entrega de eventuais documentos estrangeiros em até 24 horas. Também proibiu o contato entre os dois investigados.

Na última segunda-feira (26), Flávio Bolsonaro disse em vídeo que havia sido abordado por agentes da Polícia Federal (PF) ao deixar a casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, os agentes o informaram de que estava proibido de sair do Brasil.

O senador classificou a medida como tentativa de intimidação, afirmou que entregaria os documentos e negou que tinha planos de fugir do país.

Por

Acompanhe as últimas notícias produzidas pela CNN Brasil, publicadas na Itatiaia.

 

 

Belo Horizonte