Belo Horizonte
Itatiaia

Dom Walmor se recupera de infiltração na coluna e retoma celebrações em breve

A Igreja descarta a aposentadoria antecipada do arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

Por
Transcendência
Segundo a arquidiocese, o nome dele constava no convite porque este é preparado antes do procedimento. • Canva / Reprodução

O arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, não participou, neste sábado (14), da ordenação de diáconos na Catedral Cristo Rei, que está em construção na região norte de Belo Horizonte.

A ausência provocou comentários, já que, segundo o convite, Dom Walmor presidiria a ordenação. A coluna apurou que o arcebispo está se recuperando de uma infiltração que fez na coluna no início do mês.

Em outubro de 2023, Dom Walmor passou por uma cirurgia na lombar. Desta vez, embora o procedimento seja mais simples, também demanda repouso.

Segundo a arquidiocese, o nome dele constava no convite porque este é preparado antes do procedimento.

Sem antecipação de renúncia

Dom Walmor tem 71 anos e, aos 75, todo arcebispo é obrigado a enviar uma carta de renúncia para análise do Papa. O Vaticano pode decidir por aceitar o pedido ou manter o ocupante do cargo até encontrar um perfil adequado para substituí-lo.

Cristo Rei

O arcebispo de Belo Horizonte pretende permanecer no cargo conforme as previsões da Igreja e planeja entregar o templo da Catedral Cristo Rei no final deste ano ou início do próximo.

Em caso de substituição antecipada, teria que ser nomeado um bispo coadjutor. Atualmente, há um na cidade de Oliveira, no centro-oeste mineiro. Faltando dois anos para o tempo regulamentar de permanência no cargo, não há cotados para a vaga de Dom Walmor, pelo menos nenhum que tenha se habilitado a comentar.

A arquidiocese tem seis bispos auxiliares: Dom Nivaldo Ferreira, Dom Júlio César Moreira, Dom Joel Maria dos Santos, Dom Edmar José da Silva, Dom José Otacio Guedes e Dom Evandro Campos Maria.

Apesar das especulações, fontes ouvidas pela coluna afirmaram que não há qualquer previsão de uma saída antecipada.

Por

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.