As estratégias do Governo e do PT para transmitir a mensagem de que 'Lula está bem'
Após queda no banheiro e duas cirurgias, condição de Lula para disputar a presidência em 2026 voltou a ser questionada

Após uma queda no banheiro e duas cirurgias, o Palácio do Planalto e o Partido dos Trabalhadores adotam estratégias de comunicação para passar a mensagem de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está bem. Depois do vídeo da caminhada no hospital, a apariação do petista, de surpresa, na entrevista coletiva da equipe médica, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, no sábado, foi uma das ações para mostrar à imprensa, ao vivo e a cores, que o mandatário está se recuperando.
Gestão de 'crise'
O presidente aproveitou a oportunidade para comentar a prisão do General Braga Netto, ex-ministro de Jair Bolsonaro e que foi candidado a vice do ex-presidente em 2022. As medidas fazem parte do controle da 'crise' que se instaurou com as avaliações de que o quadro de saúde do presidente poderiam impossibilitá-lo de disputar a presidência da República em 2026.
Situação gravíssima
Na entrevista exclusiva ao Fantástico Lula, a primeira-dama Janja e o médico Roberto Kalil reforçaram a ideia de que o coagulo na cabeça, decorrente da queda em outubro, era gravíssimo. Aliado à alta antecipada, o reforço de que o quadro era delicado mostraram a força de recuperação de Lula.
Janja disse que foi a 'pior noite da vida' dela desde que a mãe morreu e que achou que poderia 'sair sem Lula do hospital'. Kalil afirmou que o presidente corria risco de morte e que 'o pior poderia acontecer.
Antes disso, Lula contou em detalhes como foi o tombo e relatou ter perdido, momentanemante, movimentos das mãos e das pernas o que voltou a acontecer no dia em ue foi constatado o hematoma. O petista disse ainda que ao desobedecer recomendações médicas, dando 'trote' de corrida na histéria, viajando para o Uruguai para aprovar o acordo Mercosul União/União Europeia ele contrinuiu para a sequela temporária que o levou a outras duas cirurgias.
Recuperação rápida
Analisados conjuntamente, os episódios pós-cirurgia: caminhada no corredor do hospital no dia da segunda intervenção, aparição de surpresa na coletiva, entrevista exclusiva no final de semana, alta um dia após a segunda cirurgia - passam a mensagem de excelente recuperação após uma pressão intracraniana considerada gravíssima.
Resultados
A perfomamnce diminui os questionamentos sobre o quadro de saúde do presidente e sobre a impossibilidade de ele disputar a presidência da República em função de uma suposta debilidade. O início das visitas, nesta segunda-feira (16), é outro sinal de que a recuperação segue 'a todo vapor'.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



