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Anfavea espera que em 2040 carros no Brasil deixem de emitir 280 milhões de toneladas carbono

Na COP 29, a associação apresentou

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Igor Calvet, diretor executivo da ANFAVEA, na COP 29 • Reprodução/Redes Sociais

A estimativa da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) é que em 2040 os carros no Brasil deixem de emitir 280 milhões de toneladas de carbono em relação aos níveis de 2024. Para que a meta seja cumprida, deve haver uma combinação entre aumento da frota eletrificada e uso intensivo de biocombustíveis.

Frota de eletrificados

"Os eletrificados já crescendo em número de vendas no Brasil. No ano de 2023, nós vendemos aproximadamente 90, 95.000 veículos. Para 2024, nós já esperamos um crescimento muito grande chegando a quase 160.000 veículos. Esse número tende a crescer, mas é importante dizer que quando nós falamos veículos eletrificados, nós estamos falando de veículos elétricos puros bateria, mas também de veículos híbridos", explicou Igor Calvet, diretor executivo da ANFAVEA, em entrevista à Itatiaia na COP 29, em Baku, no Azerbaijão.

Biocombustíveis

No entanto, alé da diversificação da frota, é necessário ampliar o uso de combustíveis sustentáveis. "Nesse ritmo atual, nós esperamos que há aproximadamente 80% da frota brasileira de venda anual seja de veículos eletrificados em 2040. E isso se nós combinarmos com uso intensivo de biocombustíveis aumentar híbridos, nós vamos economizar algo em torno de 280 milhões de toneladas de CO2 durante as período", estima.

Adaptação

Segundo o representante da industria automotiva, ampliação de parques de peças para os novos veículos e adaptação dos motores para o aumento da mistura de biocombustíveis, é fundamental. "Nós temos uma preocupação muito grande nessa nossa indústria com testes. Nós precisamos ter motores, por exemplo, para uso maior de biocombustíveis, seja ele biodiesel ou etanol que suportem a quantidade maior de etanol na gasolina. Isso é um problema técnico que precisa ser resolvido. Um segundo movimento, nós precisamos atentar é que já existe no Brasil, há quatro cinco seis décadas, uma indústria de auto partes, o veículo elétrico, ele tem menos auto peças que um veículo a combustão e a nossa indústria de autopeças também precisa fazer uma transição para esse novo modelo", alerta.

Combustivel do Futuro

Ainda de acordo com Calvet, a ampliação de biocombustíveis nos combustíveis fósseis foi um passo importante da Lei do Combustível do Futuro. "Nossa expectativa é de que a a mistura de etanol na gasolina aumente também a um limite maior do que o hoje de que é 27,5%. Nós vamos chegar a 30%, a Lei do Combustível do Futuro já nos instou a fazer isso", completou.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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