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A Comitiva de Lula pode ser barrada por Trump na ONU?

A equipe presidencial ainda aguarda resposta para vistos pendentes

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O presidente Lula, em evento em 26 de fevereiro de 2025 • Valter Campanato/Agência Brasil

Alguns vistos da comitiva brasileira para a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas ainda estão pendentes, mas o Itamaraty aguarda a emissão até as vésperas do evento. A equipe de Lula segue para os EUA no próximo final de semana e o discurso de abertura, realizado pelo presidente do Brasil, será na próxima terça-feira (23).

Caso algum integrante da equipe presidencial não tenha o visto autorizado para participar da Assembleia, o Brasil vai recorrer um acordo chamado Sede, da própria ONU, que impede o país anfitrião de barrar participantes do evento. Há pendências, mas segundo membros do Itamaraty, os vistos estão aos sendo concedidos.

A princípio, dois ministros brasileiros estariam sem visto: Alexandre Padilha (saúde) estava sem a autorização que então foi solicitada e Ricardo Lewandowski (Justiça) estaria com o documento revogado por sanção dos EUA mas não confirmou ter recebido qualquer notificação.

A diplomacia americana afirma que não há disponível uma lista de vistos suspensos.

O Planalto não confirmou a composição da comitiva brasileira. Aliados de Bolsonaro duvidam que Lula possa ser barrado, mas integrantes do governo não descartam algum constrangimento.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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