Mistério resolvido: cientistas explicam morte de mais de 50 baleias na Escócia
Estudo revela combinação de fatores naturais e ambientais por trás do encalhe em massa que chocou o mundo

A morte de mais de 50 baleias encontradas em praias da Escócia, no início do mês de março deste ano, foi investigada por cientistas, que agora apontam as possíveis causas por trás da tragédia ambiental.
De acordo com a análise dos especialistas, os animais pertenciam a um grupo altamente social, que costuma se deslocar em conjunto. Esse comportamento, embora seja essencial para a sobrevivência da espécie, também pode se tornar um fator de risco. Quando um indivíduo se desorienta, os demais tendem a segui-lo, o que pode levar a encalhes coletivos.
Os pesquisadores indicam que o principal motivo foi uma combinação de desorientação e características geográficas da região. Áreas com águas rasas e relevo costeiro complexo podem confundir o sistema de navegação das baleias, que depende principalmente do som e da ecolocalização.
Além disso, fatores naturais e ambientais podem ter contribuído. Entre eles estão mudanças nas correntes marítimas, presença de presas em áreas incomuns e até condições climáticas que alteram o comportamento dos animais.
Segundo os cientistas, não há evidências de que uma única causa isolada tenha provocado o evento, mas sim o envolvimento de múltiplos fatores atuando ao mesmo tempo.
A ocorrência na Escócia já foi registrada em diferentes partes do mundo e não é considerada rara. Biólogos ressaltam que as baleias são mamíferos altamente sociais e costumam viver e viajar em grupos organizados. Esse vínculo forte faz com que sigam líderes ou indivíduos doentes ou desorientados, aumentando o risco de encalhes em massa.
Para além dos fatores naturais da espécie, os cientistas alertam, ainda, que atividades humanas podem agravar esse tipo de situação. Poluição sonora, colisões com embarcações e lixo marinho são fatores conhecidos por afetar a saúde e o comportamento das baleias.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



