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Cientistas criam camundongos com dois pais machos; entenda

Roedores têm DNA de dois machos, e não de um macho e uma fêmea

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Finalidade do estudo é, principalmente, criar tecidos e órgãos personalizados para substituição • Pixabay

Cientistas chineses conseguiram criar camundongos com dois pais em laboratório. Os roedores foram concebidos a partir da manipulação de células-tronco embrionárias e nasceram com o DNA de dois machos, e não de um macho e uma fêmea.

Além disso, os cientistas modificaram um grupo de genes que funcionam como uma espécie de "cadeado", impedindo que os mamíferos tenham uma reprodução unissexual. Com isso, passou a ser possível criar os filhotes de dois pais. Os cientistas também precisaram da ajuda de camundongos fêmeas, que serviram como "barriga de aluguel".

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Os cientistas obtiveram 1.081 embriões. Desse total, apenas 12% sobreviveram ao parto, representando uma taxa muito mais baixa do que a normal entre os camundongos. Só 84 machos e 50 fêmeas sobreviveram aos primeiros dias, sendo que mais da metade morreu antes de atingir a idade adulta.

Todos os animais apresentavam problemas de desenvolvimento, tinham expectativa de vida mais baixa e eram estéreis, ou seja, não poderiam se reproduzir. Aqueles que sobreviveram e chegaram à idade adulta apresentaram também problemas de desenvolvimento, como deformidades craniofaciais e anormalidades comportamentais.

*Sob supervisão de Enzo Menezes

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.