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Meta e Google são condenadas em R$ 30 milhões por vício em redes sociais

Ainda neste ano, casos semelhantes ao da jovem de 20 anos devem ser julgados nos EUA

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Mark Zuckerberg admitiu a pressão do trabalho de comandar um império das redes sociais
Mark Zuckerberg é dono da Meta, empresa que controla Facebook, WhatsApp e Instagram • Kenzo Tribouillard | AFP

A Meta e o Google (da Alphabet), duas gigantes da tecnologia, foram consideradas culpadas por contribuir para uma crise de saúde mental entre adolescentes por meio de suas plataformas Instagram e YouTube, respectivamente. O julgamento aconteceu em Los Angeles, nos Estados Unidos, e a decisão foi divulgada nesta quarta-feira (25).

O júri condenou a empresa de Mark Zuckerberg a pagar US$ 4,2 milhões (R$ 22 milhões) e o Google outros US$ 1,8 milhão (R$ 9,4 milhões) em indenizações. Tal veredito abre precedente para novos processos sobre possíveis danos à saúde mental causados pelas redes sociais.

Entenda o processo

A ação foi movida por uma jovem de 20 anos que afirmou ter desenvolvido vício nas plataformas ainda quando era menor de idade. Ela pontuou que o uso intenso das redes sociais agravou sua depressão e gerou pensamentos suicidas.

Representantes legais de ambas as empresas afirmaram que estudam as possibilidades para recorrer da decisão. Snapchat e TikTok também eram réus no processo, mas fizeram um acordo com a autora antes do início do julgamento.

Responsabilização das big techs

Nos últimos anos, tem crescido uma onda de responsabilização das big techs pelo uso de dados dos usuários de suas plataformas e também pelo impacto psicossocial causado. Empresas como Google, Meta e X enfrentam críticas crescentes sobre a segurança de crianças e adolescentes no mundo virtual.

Cerca de vinte estados norte-americanos aprovaram, no ano passado, leis sobre o uso de redes sociais por crianças. Ainda neste ano, casos semelhantes ao da jovem devem ser julgados no país.

No Brasil, há um movimento parecido. Recentemente, foram definidas regras mais rígidas sobre o uso de celulares por crianças e adolescentes nas escolas. Simultaneamente, cresceu o debate sobre adultização e a exposição de menores de idade na internet.

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Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.