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Alzheimer: exame de sangue pode apontar risco da doença com anos de antecedência, diz estudo

Pesquisa identificou biomarcadores da doença em pessoas de meia-idade sem sinais aparentes de demência

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Medidas de prevenção à demência são essenciais para um envelhecimento saudável • Marcelo Camargo | Agência Brasil

Um simples exame de sangue pode ajudar a identificar sinais associados ao Alzheimer muitos anos antes do surgimento dos primeiros sintomas da doença. A conclusão é de um estudo publicado na revista científica 'The Lancet', que analisou marcadores biológicos ligados ao desenvolvimento da condição em adultos de meia-idade aparentemente saudáveis.

Os pesquisadores avaliaram 1.350 pessoas entre 56 e 69 anos que eram acompanhadas há décadas. Mesmo sem apresentar sintomas claros de demência, cerca de 6% dos participantes já possuíam alterações em proteínas relacionadas ao Alzheimer, como a beta-amiloide e a tau, consideradas importantes biomarcadores da doença.

De acordo com os resultados, indivíduos com esses marcadores apresentaram maior risco de desenvolver alterações cognitivas leves, especialmente em áreas ligadas à memória verbal e à velocidade de processamento das informações. Ainda assim, os cientistas ressaltam que a presença dessas proteínas não representa um diagnóstico definitivo de Alzheimer.

O estudo sugere que a identificação precoce desses sinais pode abrir caminho para intervenções antecipadas. Entre as medidas apontadas pelos especialistas estão a adoção de hábitos saudáveis, prática regular de exercícios físicos e, futuramente, o uso de tratamentos desenvolvidos para retardar a progressão da doença.

Apesar do avanço, os pesquisadores alertam que os exames ainda não são indicados para rastreamento em massa da população. Um dos principais desafios é o risco de resultados falso-positivos, que podem gerar preocupação desnecessária e aumentar a pressão sobre os sistemas de saúde.

A pesquisa faz parte de uma nova fase dos estudos sobre Alzheimer, que busca identificar alterações biológicas antes do aparecimento dos sintomas clínicos. Atualmente, os métodos mais utilizados para detectar essas mudanças incluem exames cerebrais complexos e análises do líquido cefalorraquidiano, procedimentos considerados mais caros e invasivos do que um exame de sangue convencional.

Vale ressaltar que os autores da pesquisa destacam que ainda são necessários novos estudos para entender melhor como esses biomarcadores evoluem ao longo dos anos e quais pacientes realmente desenvolverão demência.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.