Suspeita de agiotagem tem habeas corpus negado pela Justiça de Minas

Mulher é suspeita de integrar organização criminosa que praticava crimes para garantir o recebimento dos empréstimos. Justiça suspeita que organização seja comandada pelo pai dela

A organização criminosa tem forte atuação em Juiz de Fora, segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais

Uma mulher teve o habeas corpus negado pelo Tribunal Justiça de Minas Gerais (TJMG). Segundo o órgão, a mulher é suspeita de integrar uma organização criminosa que praticava crimes para garantir o recebimento dos empréstimos. Além disso, investigações, conduzidas pela Comarca de Juiz de Fora, na região da Zona da Mata, apontam que a organização é comandada pelo pai dela.

A suspeita foi presa em 11 de junho do ano passado. A mulher alegou que tem uma filha de 10 anos, além de dizer que a prisão preventiva não se justifica para solicitar o habeas corpus. A prática é conhecida como agiotagem.

Para a decisão, o desembargador considerou a informação de que a organização comandada pelo pai da mulher emprestava dinheiro em quantias acima do permitido, com juros exorbitantes, além de cobrar os valores por meio de ameaças de morte e da retirada de bens das casas das vítimas de forma violenta.

Para o magistrado, a mulher representa risco para a sociedade e para a investigação criminal. Para ele, existem indícios de que a suspeita integra uma “ associação criminosa com atuação na região dos fatos e que vem atuando de forma incisiva, organizada e causando a desestabilização social.”

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

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