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Adolescente morta em escola de Uberaba: família pede que caso seja julgado como feminicídio

O Ministério Público fez representação contra os suspeitos por ato infracional análogo ao crime de homicídio triplamente qualificado

Adolescente morta em escola de Uberaba

A família de Melissa de Melo e Campos, de 14 anos, pede que sua morte seja julgada como feminicídio, não como homicídio. O posicionamento dos familiares foi obtido pela Itatiaia nesta terça-feira (20).

A adolescente foi assassinada a facadas em 8 de maio deste ano dentro de uma sala de aula do Colégio Livre Aprender, em Uberaba, no Triângulo Mineiro.

Dois suspeitos do crime, também de 14 anos, foram apreendidos e se encontram em internação provisória.

No posicionamento da família, Marisa, tia de Melissa, agradece o trabalho da polícia e do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por colocar fim aos rumores de que a vítima teria praticado bullying contra os autores.

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Feminicídio ou homicídio?

Na última sexta-feira (16), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito do caso. O promotor André Tuma Delbim Ferreira informou hoje que o MPMG “fez a representação por ato infracional análogo ao crime de homicídio triplamente qualificado”.

O promotor Diego Aguillar Martins completou: “Sobre feminicídio: nós podemos chegar a conclusão nesse caso de que ele poderia ter tido inveja de qualquer outra pessoa. Pela felicidade de qualquer outra pessoa. Então, não foi pelo fato de ser mulher”.

A família de Melissa pede que o caso seja tratado como feminicídio. “Reforçamos nossa convicção de que feminicídio é o nome correto para o crime que vitimou a Mel”.

“Agora, esperamos que a justiça seja feita e, para isso, contamos com o apoio do Ministério Público e do juiz da Vara de Infância e Juventude, que esperamos não serem capazes de decepcionar toda a sociedade que clama por justiça pela Melissa e que quer que seus brutais assassinos paguem o máximo preço por esse crime tão vil”, afirmou a parente.

Relembre o caso

Melissa de Melo e Campos , de 14 anos, foi assassinada a facadas por um colega dentro do Colégio Livre Aprender, em Uberaba, no Triângulo Mineiro. O caso aconteceu em 8 de maio deste ano.

O autor dos golpes fugiu após o homicídio, mas foi encontrado e apreendido pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). Um segundo adolescente suspeito de envolvimento no crime foi ouvido e apreendido.

Após o episódio, a escola se pronunciou e prestou o “mais profundo pesar às famílias”.

“A perda de uma vida jovem e promissora deixa um vazio imensurável. Que possamos nos unir e seguir com respeito, solidariedade e a promessa de continuar cuidando uns dos outros, com a máxima atenção e amor”, expressou em nota.

Cursou jornalismo no Unileste - Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012 se mudou para a Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.
Jornalista formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia, escreve para Cidades, Brasil e Mundo. Apaixonado por boas histórias e música brasileira.