Um homem, de 42 anos, foi morto a tiros no bairro Serra Verde, em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte, na noite dessa sexta-feira (27). Conforme a Polícia Militar (PM), a sogra da vítima, de 47, foi detida sob suspeita de participação do assassinato. Ela disse aos militares que ele teria transmitido o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) para a filha de 28 anos.
Conforme o boletim de ocorrência a que a Itatiaia teve acesso, a filha contou aos policiais que dois homens chegaram por um lote baldio de frente a casa, que fica na rua Aster, procurando pelo companheiro. Ela ainda disse que foi agredida pelos criminosos, que levaram o seu celular. Em seguida, fugiram. Quando os militares chegaram, o homem já estava morto.
A sogra da vítima compareceu ao local dos fatos e, segundo o registro policial, “disse aos militares que não concordava com o relacionamento da vítima com sua filha, pois havia transmitido ‘HIV’”. A declaração levantou a suspeita dos policiais que, após verificarem as câmeras de segurança da região, identificaram dois homens com caraterísticas semelhantes às apontadas por uma testemunha. Os criminosos usavam o carro da sogra da vítima próximo de onde ocorreu o homicídio.
Ao ser questionada, a suspeita disse que trabalha como motorista de aplicativo e, por isso, estava naquele endereço. Ela contou que eles embarcaram na Praça do Bom Retiro e seguiram até a rua de cima da casa do genro e, que alguns minutos depois, aceitou outra corrida deles, os deixando próximo da borracharia do bairro Retiro, no acesso à rodovia LMG-808.
Foi então que, conforme o BO, ela foi questionada sobre o nome dos homens. Ela disse que aceitou o serviço fora do app e, por isso, não saberia informar. Desconfiados, os policiais questionaram como foi feito o pagamento. A mulher disse que em dinheiro, contudo, os militares não encontraram valores em espécie com ela ou no interior do carro.
Diante disso, ela foi detida e levada para a Delegacia de Plantão de Ribeirão das Neves. Segundo a Polícia Civil, a suspeita foi ouvida, e a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante em princípio, pelo crime de homicídio qualificado.
Até a publicação desta matéria, os autores dos disparos não foram localizados.