A formação e atuação do
“Os ciclones não passam por Belo Horizonte diretamente, mas trazem efeitos indiretamente. O ciclone trará muita chuva na sexta-feira (25) e no sábado (26). Isso porque a passagem dele, que ele vai para o oceano, acaba trazendo muita umidade e, depois, teremos uma frente fria que também aumenta essas chuvas”, explica.
Há previsão de precipitação na quinta-feira (24) também, mas não está ligada ao fenômeno. “Na tarde da sexta (25), a passagem do ciclone deve provocar ventania à tarde e pancada de chuva mais forte no sábado (26). No domingo (27), a gente continuará tendo chuva em função da passagem do ciclone, que já estará bem no meio do oceano, mas ‘suga’ a umidade da Amazônia. Isso fará que o fim de semana seja chuvoso em BH”, disse.
O especialista ainda alerta: “Diferentemente dessa chuva dos últimos dias, que foi uma chuva mais constante e leve, a gente deve ter chuvas mais fortes nesse fim de semana”, finalizou.
Após longo período de estiagem, quatro das nove regionais da capital já superaram a média climatológica de 110,1 milímetros de precipitação para outubro. Confira abaixo
Barreiro: 207,2 (188,2%)
Centro Sul: 146,6 (133,2%)
Leste: 134,4 (122,1%)
Nordeste: 89,8 (81,6%)
Noroeste: 85,4 (77,6%)
Norte: 77,2 (70,1%)
Oeste: 121,4 (110,3%)
Pampulha: 81,4 (73,9%)
Venda Nova: 87,3 (79,3%)
Previsão do dia
Nesta terça-feira (22), segundo a Defesa Civil, a a previsão meteorológica indica que o dia será de céu parcialmente nublado com possibilidade de chuva isolada. Na capital mineira, a temperatura mínima foi de 16,9 °C e a máxima prevista é de 27 °C, com umidade relativa do ar mínima em torno de 50%, à tarde.
Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), entre 20 e 30% é estado de atenção; abaixo de 20% é estado de alerta. O nível ideal de umidade do ar para o organismo humano gira entre 40% e 70%.
Ciclone extratropical
Conforme o MetSul, o ciclone extratropical é caracterizado por um sistema de baixa pressão atmosférica que ocorre em latitudes médias, ou seja, longe da região equatorial. A ocorrência de ciclone extratropical é comum na Europa, América do Norte e Ásia, mas também pode ocorrer em países como o Brasil.
Normalmente, o ciclone é acompanhado de fortes ventos e chuvas intensas. Em algumas regiões, é possível nevar. Os ciclones extratropicais geralmente se formam a partir da diferença de temperatura entre a região equatorial e as latitudes médias. Isso ocorre porque o ar quente da região equatorial sobe e o ar frio das latitudes médias desce, criando uma zona de conflito que pode gerar os ciclones.