O médico Álvaro Ianhez, condenado por matar e retirar os órgãos de Paulo Pavesi em 2000, deixou o presídio nesta quarta-feira (28) após passar pouco mais de um mês preso. O profissional foi beneficiado com um habeas corpus e vai para a prisão domiciliar (relembre o Caso Pavesi no fim da matéria).
O habeas corpus foi aprovado durante votação do Superior Tribunal de Justiça (27), na terça-feira (27). A relatoria do pedido ficou a cargo do ministro Rogério Schietti Cruz, da 6ª Turma. Cerca de 24 horas depois, Álvaro Ianhez deixou a Penitenciária Dr. José Augusto César Salgado, conhecida como ‘presídio dos famosos’, em Tremembé, São Paulo. A informação foi divulgada pelo g1 e confirmada pela Itatiaia.
Com a decisão, Álvaro Ianhez deverá ficar em prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica até o julgamento de um recurso que pode determinar a revisão da decisão que o condenou. As atividades médicas do condenado seguem suspensas.
Em abril de 2022, Álvaro Ianhez foi
O médico, porém,
Relembre o caso
O caso aconteceu em Poços de Caldas, no Sul de Minas, em abril de 2000. Paulo Pavesi caiu de uma altura de dez metros na casa onde morava e foi levado ao hospital. Um exame falso apontou que o garoto teria tido morte encefálica, abrindo caminho para que ele tivesse os órgãos removidos.
Durante as 24 horas em que ficou no hospital até a declaração da morte cerebral, o menino recebeu medicamentos diversos, foi submetido a longa anestesia geral e recebeu doses excessivas de Dormonid, um forte sedativo.
A denúncia aponta ainda que o garoto não recebeu atendimento durante toda a noite do dia 20 e manhã do dia 21 de abril de 2000, quando apresentou grave hipotensão sistólica. Os médicos acusados sabiam que ele era um potencial doador de órgãos, e trataram do assunto antes de a morte ser confirmada.
O garoto ainda estaria vivo no momento em que os órgãos foram retirados, e segundo o exame de corpo de delito, os exames que comprovariam a morte causaram lesões que agravaram o estado de saúde dele.