Ouvindo...

Times

Justiça absolve homem que perseguiu jornalista da Record em BH e determina internação

Fabiano da Silva Ferreira, de 41 anos, não foi condenado após ser considerado inimputável por motivo de doença mental; Mônica Fonseca, apresentadora do quadro ‘A Hora da Venenosa’, foi perseguida e chegou a receber carta que citava ‘carnificina’

O homem de 42 anos investigado de perseguir e ameaçar a jornalista Mônica Fonseca, apresentadora da RecordTV Minas, foi absolvido da acusação após ser considerado inimputável por conta de uma doença mental. Apesar da absolvição, a Justiça determinou que Fabiano da Silva Ferreira deve passar um tempo internado em um hospital para tratamento psiquiátrico. Relembre o caso no fim da matéria.

O caso foi analisado pelo juiz Milton Lívio Lemos Salles, da 4ª Vara Criminal de Belo Horizonte. Na decisão, o magistrado relembra que Fabiano perseguiu Mônica entre novembro de 2022 e março de 2023, sendo citado em sete boletins ocorrências. Apesar do pedido de condenação, o juiz acabou reconhecendo que o réu foi considerado inimputável, já que o resultado do Laudo de Sanidade Mental apontou que Fabiano é ‘inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato de se determinar e em conexão com eles por motivo de doença mental’.

Por isso, o juiz atendeu o pedido do Ministério Público e determinou a absolvição de Fabiano da acusação de perseguição e a aplicação de uma medida de segurança que, no caso, foi definida como a internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico por, pelo menos, dois anos. A Justiça também decidiu que Fabiano não precisará indenizar a jornalista.

Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que Fabiano da Silva Ferreira está, atualmente, em tratamento de saúde no Centro de Apoio Médico e Pericial, unidade de saúde do Depen-MG em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Leia também

Relembre o caso

Mônica Fonseca é apresentadora do quadro “A Hora da Venenosa”, do programa Balanço Geral Minas. Ela chegava para trabalhar no dia 21 de março quando percebeu que o suspeito, que já a perseguia há alguns dias, aguardava por ela na frente da RecordTV Minas. O homem segurava uma caixa de bombons e uma carta, onde afirmava que “só queria tê-la” e que, se necessário, “faria carnificina”.

A Polícia Militar foi acionada e perseguiu o suspeito, que conseguiu fugir. Pouco depois, funcionários de uma lanchonete que fica em frente a emissora informaram que o suspeito havia voltado. Mônica ligou novamente para a PM, que conseguiu prender o suspeito.

Ele teve a prisão ratificada, mas foi solto após pagar fiança de seis salários mínimos (R$ 7.812,00). Para ficar em liberdade, o suspeito deveria respeitar medidas cautelares, como usar tornozeleira eletrônica, manter distância mínima de 500 metros da vítima e não entrar em contato com ela. Ele voltou a ser preso no dia 29 de junho após descumprir as medidas judiciais e entrar em contato com Mônica pelo Whatsapp.

Mônica chegou a viajar para fora de Minas Gerais após o suspeito ser preso pela primeira vez, em março. Segundo a Polícia Civil, o homem tentou “presentear” a jornalista com flores, chocolates e até um saco de carne moída. Fabiano segue preso no Ceresp Gameleira, em Belo Horizonte, desde o dia 29 de junho.


Participe dos canais da Itatiaia:

Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.
Leia mais