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Mineira de 10 anos com doença grave aguarda doação de coração em hospital de São Paulo

Lavínia vive com marcapasso desde os 3 anos e precisa de um transplante para ter uma vida normal; menina incentiva a doação de órgãos nas redes sociais

Infância é uma época de aprendizado, diversão e descoberta do mundo para crianças de todo mundo. Mas a rotina de uma jovem mineira de 10 anos tem sido bem diferente disso. A pequena Lavínia, nascida em Medeiros (MG) possui uma grave doença cardíaca e aguarda por um transplante de coração para voltar a ter uma vida normal.

A dentista Michelle Cruvinel, mãe de Lavínia, conta que a filha nasceu com miocardiopatia hipertrófica, uma doença que leva ao desenvolvimento excessivo do músculo do coração. Com três anos, a menina colocou um marcapasso no coração. A dentista conta que, com o passar dos anos, o sistema cardíaco da filha foi ficando enfraquecido, e a criança passou a adoecer mais facilmente.

“Essa cardiopatia foi se agravando, né. No final de novembro ela passou mal, ficou um tempo internada, mas voltou para casa. Agora, ela já está há 40 dias internada aguardando por um transplante de coração. Infelizmente ela só pode sair daqui com um coração novo.”

Lavínia está internada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, à espera de um transplante de coração.

Apelo por doações

Pelo Instagram, no perfil “Coração Para Lavínia”, a família faz campanha para doações de órgãos, não apenas de coração, beneficiando também outras pessoas. Em vídeos e fotos, Lavínia fala sobre sua rotina no hospital, esclarece dúvidas sobre a doação de órgãos e pede o apoio de outros internautas em prol da causa.

“Moro aqui [no hospital] desde o dia 30 de março. Sabe o que eu preciso para voltar para casa? O sim para a doação de órgãos. Estou na fila do transplante cardíaco. Preciso de remédios até o meu coração chegar. Você pode sim me ajudar, vem comigo”, diz Lavínia em um dos posts mais recentes.

A mãe da criança esclarece que, apesar da filha dela ter prioridade para o transplante, ela não está em primeiro na lista, já que existem outras pessoas em situação mais delicada. Michelle pede para que a população se conscientize e pede mais divulgação da causa por parte das autoridades.

“No Brasil, são mais de 50 mil pessoas na fila por um órgão. Muita gente precisa, mas o Governo não faz campanha. Só quem passa por essa situação fala sobre o assunto. As pessoas precisam deixar registrado em escrito que querem ser doadores, precisam falar com familiares sobre o assunto. A população precisa se conscientizar.”

Lavínia pode receber um transplante de coração de um homem ou mulher com peso de até 55 kg e que apresente compatibilidade sanguínea e de painel genético. O doador precisa ter tido morte encefálica.

Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.
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