Os foliões que participarem do desfile da Banda Mole, em Belo Horizonte, em fevereiro, vão reencontrar um cortejo nos moldes de quando tudo começou, há cerca de 50 anos.
Após edições recentes realizadas no formato de evento, com gradis e controle de acesso, o desfile de 2026 marca o retorno ao modelo tradicional de bloco de rua, com passagem livre pela Avenida Afonso Pena.
Neste ano, o trio elétrico vai puxar a multidão em um percurso aberto, sem cercamentos, e os ambulantes também poderão atuar ao longo do trajeto — uma mudança em relação a edições anteriores que geraram polêmica entre os foliões.
As novidades foram detalhadas por Totove, organizador do bloco e filho de Jacaré, um dos fundadores da Banda Mole.
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“A gente decidiu voltar ao formato de cortejo. Passamos alguns anos funcionando como evento, mas agora queremos retomar as origens”, afirmou.
Segundo Totó, a segurança seguirá o mesmo modelo adotado por outros grandes blocos da capital. “Quando era evento, a segurança ficava sob responsabilidade da produção. Agora, como cortejo, ela fica a cargo da Polícia Militar”, explicou.
O desfile não seguirá até a Praça da Estação, como em alguns anos anteriores.
A concentração será na portaria do Parque Municipal, com percurso pela Avenida Afonso Pena até o “pirulito” da Praça Sete. “A gente não sobe a Bahia. Seguimos pela Afonso Pena nesse trajeto tradicional”, disse.
Para 2026, a expectativa é de um desfile marcado por diversidade, alegria e respeito, marcas históricas da Banda Mole.
A organização ainda negocia a participação de uma atração nacional, além de artistas locais. “Ainda não podemos divulgar nomes, mas a tendência é de um desfile muito especial”, adiantou Totó.
Quando ocorre?
O desfile da Banda Mole acontece no sábado do pré-Carnaval, dia 7 de fevereiro. O horário de concentração ainda está em definição, mas a previsão é de início por volta das 15h.
Criada por um grupo de amigos da Lagoinha, a Banda Mole se consolidou como uma das manifestações mais tradicionais do Carnaval de Belo Horizonte. Durante as décadas de 1980 e 1990, chegou a ser uma das poucas expressões carnavalescas de rua da cidade.
Hoje, com a retomada e expansão da folia na capital, o bloco se integra ao formato adotado por outros grandes cortejos.
Além do trio elétrico — que pode ser até duplo —, o desfile contará novamente com a Charanga do Bororó, responsável por embalar os foliões com marchinhas carnavalescas. “Eles estão com a gente desde o primeiro desfile, em 1975. É uma tradição que a gente faz questão de manter”, concluiu Totó.