Banda Mole volta às origens e reúne milhares de foliões no Carnaval de BH

Com ritmos que vão da MPB ao axé, ao pagode e às marchinhas de Carnaval, a Banda Mole reúne foliões de todas as idades na Avenida Afonso Pena

Banda Mole reúne foliões no hipercentro de Belo Horizonte

Um dos blocos de pré-Carnaval mais tradicionais de Belo Horizonte, a Banda Mole desfila pela Avenida Afonso Pena neste sábado (7) com atrações de alcance nacional. Após anos como um evento fixo e gratuito, o bloco retoma suas origens com um cortejo, desta vez fora da Rua da Bahia.

Entre as atrações que animam os foliões durante a festa estão o cantor e ator Diego Martins, vencedor do reality show The Masked Singer Brasil, a dupla sertaneja Cristinas, afilhadas artísticas de Lauana Prado, e o cantor betinense Juninho Braga, além da madrinha da Banda Mole, a atriz e apresentadora Kayete.

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Para Luiz Mário Ladeira, o Jacaré, fundador e presidente do bloco, a mistura de atrações reflete o espírito democrático da festa. “A Banda Mole deixa de ser um evento parado na rua e volta à sua essência, como um verdadeiro bloco. A Kayete representa Belo Horizonte, o Diego traz a conexão nacional e as Cristinas, a força da música popular. É a mistura perfeita de irreverência com respeito”, pontua.

Com ritmos que transitam entre os clássicos da MPB, axé, pagode e marchinhas de Carnaval, a Banda Mole reúne foliões de todas as idades na Avenida Afonso Pena.

Vendedores ambulantes otimistas com a folia

Para os vendedores ambulantes que atuam no Carnaval de BH, a festa é uma oportunidade de conciliar diversão e aumento das vendas. Para Isaac, que, assim como o bloco, nasceu e cresceu no bairro Lagoinha, na região Noroeste da capital, “as vendas estão boas, igual à festa”.

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Já para Rosemeire, o Carnaval é o momento de “dançar enquanto vende”. A ambulante projeta esgotar o estoque ao longo do bloco, com a movimentação que toma conta da avenida.

Fantasias diversas tomam a rua

A diversidade, que é marca da Banda Mole, aparece na variedade de trajes que colorem a Avenida Afonso Pena. Inspirados nos Filhos de Gandhi, afoxé tradicional de Salvador, um trio de amigos distribui fios de contas enquanto espalha beijos pelo Carnaval, tradição do bloco baiano.

Johnny, com inspirações que atravessam o oceano, representa os vikings, com direito a roupa típica e escudo que cobre as costas. Segundo ele, a fantasia é fruto de uma longa preparação para o bloco tradicional do pré-Carnaval de BH.

Outro grupo de amigos se reúne há mais de 20 anos nas ruas da capital mineira para desfilar com fantasias de melancia. “Quer chamar atenção? Põe uma melancia na cabeça”, disse um dos integrantes, ao explicar o traje.

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Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.

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