O tradicional bairro Santo Antônio, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, foi palco de mais um
Em meio às marchinhas que embalam o trajeto da Praça Cairo até a Rua Leopoldina, o público aproveitou para avaliar os acertos e os gargalos da estrutura carnavalesca da capital mineira em 2026.
Um dos pontos mais elogiados pelos foliões foi a acessibilidade econômica garantida pela grande quantidade de vendedores ambulantes. Para o estudante de direito João Victor de Almeida Nepomuceno, de 25 anos, a abundância de oferta é positiva por gerar concorrência e diversidade de preços.
“Quem tem menos dinheiro compra no mais barato, quem tem mais compra no mais caro. E assim ocorre quando tem diferença de preço, se tem pouco, o preço vai estar sempre alto” afirma.
Além disso, João Victor destacou a importância de manter o Carnaval como um espaço para crianças, criticando possíveis leis restritivas: “Tá cheio de criança aqui, todo mundo tá respeitando as crianças e está sendo ótimo. As crianças estão felizes e os pais também.”
Ele também fez um apelo para que a cidade valorize mais os grupos locais em vez de focar excessivamente em cantores famosos, preservando o espírito da tradição que deu origem à folia em Belo Horizonte.
Por outro lado, o crescimento acelerado da festa trouxe desafios logísticos que geram reclamações recorrentes. O engenheiro eletricista Juno Barbosa, de 46 anos, apontou que a infraestrutura urbana não parece acompanhar o volume de pessoas que a cidade recebe atualmente. O principal problema citado foi a escassez de banheiros químicos.
“Falta banheiro no carnaval de BH, mas eu acho que o carnaval cresceu muito e ninguém espera. Em todos os anos a gente se assusta porque não era assim. Mas isso é bom porque a cidade tá recebendo mais gente, mas para quem tá acostumado a vir assim, acabou um pouco da infraestrutura, principalmente para mulher” concluiu.
Mesmo entre críticas sobre a dificuldade de falhas estruturais, o sentimento de fidelidade e a paixão pelo Carnaval de rua de BH continua movendo os foliões ano após ano.