Com o Carnaval 2026 no horizonte, o Abalô-Caxi já começou a ocupar Belo Horizonte com o som dos tambores e a energia que marca seus desfiles. Um dos principais blocos da capital mineira, o coletivo promove, ao longo de janeiro, ensaios abertos ao público que funcionam como aquecimento da bateria e convite direto aos foliões para participar da construção do cortejo.
O primeiro encontro acontece neste sábado (17), das 11h às 19h, na Arena ABA, localizada na avenida Mem de Sá, no bairro Santa Efigênia. Em local fechado, o ensaio tem entrada gratuita, com retirada de ingressos pela plataforma Sympla.
Já o último ensaio será realizado no sábado seguinte, dia 31, das 13h às 17h, na Praça Duque de Caxias, em Santa Tereza. O local é um dos símbolos da retomada do carnaval de rua em Belo Horizonte. O encontro também é gratuito e aberto ao público.
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O Abalô-Caxi
Há nove anos, o Abalô-Caxi transforma ruas e praças em palco para performances marcadas por brilho, diversidade e posicionamento político-cultural. Desde o primeiro desfile, em 2017, no bairro Horto, o bloco se consolidou como referência ao levar para o Carnaval belo-horizontino o protagonismo da população LGBTQIAPN+.
A trilha sonora mistura clássicos da MPB e do Tropicalismo com músicas do cenário brasileiro contemporâneo, interpretadas por Rafa Ventura, Cléo Ventura e Amandona. Em 2025, com o tema “SULEAR – Arco-íris Tropical”, o bloco reuniu cerca de 60 mil foliões, reforçando sua força no calendário carnavalesco da cidade.
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Financiamento coletivo para o desfile de 2026
Paralelamente aos ensaios, o Abalô-Caxi lançou uma campanha de arrecadação para garantir a realização do desfile de 2026. A meta é arrecadar R$ 50 mil, valor necessário para custear a estrutura do cortejo, incluindo som, segurança, logística, profissionais da cultura, figurinos, ensaios e ações de acessibilidade.
As contribuições podem ser feitas pela plataforma Evoé, com valores livres ou cotas pré-definidas. Há opções a partir de R$ 20, R$ 50 e R$ 80, que dão direito a recompensas como boné oficial, camisa do bloco ou ambos. Contribuições maiores, entre R$ 250 e R$ 700, incluem itens como registros fotográficos do desfile e kits de impressos. Já a cota parceria, a partir de R$ 2.000, é voltada a apoiadores interessados em uma colaboração mais próxima, com contato direto com a organização.
“Colocar o bloco na rua, a cada ano, é um gesto de afirmação e de reivindicação do direito à cidade”, destaca Cadu Passos, coordenador de comunicação do Abalô-Caxi. Enquanto o desfile não chega, os ensaios já cumprem esse papel: ocupar a cidade, reunir pessoas e lembrar que o Carnaval começa muito antes da avenida.