Caso Orelha: vídeo divulgado pela defesa mostra cão caminhando após agressões; delegada explica
No vídeo, é possível ver Orelha andando pela rua por volta das 7h do dia 4 de janeiro

A defesa do adolescente apontado pela Polícia Civil de Santa Catarina como o autor das agressões contra o cão Orelha, na Praia Brava, divulgou um vídeo que mostra o animal andando pela rua na manhã do dia 4 de janeiro, horas após o horário que ocorreram as agressões, segundo o inquérito da PC.
Segundo o inquérito da Polícia Civil, Orelha foi agredido pelo adolescente por volta das 5h30 da manhã do dia 4 de janeiro e morreu no dia 5, após ser encaminhado a um veterinário por uma moradora.
A delegada de Proteção Animal, Mardjoli Valcareggi, confirmou que o cão do vídeo é Orelha, mas afirmou que, em nenhum momento, a PC afirmou que ele foi agredido até a morte. Conforme a delegada, a lesão do cão evoluiu ao longo dos dias e acabou levando o animal a óbito.
"Pelo depoimento do próprio profissional que atendeu a esse animal, se confirmou a versão de que essa lesão evoluiu ao longo do dia. O profissional informou que não se tratava de uma lesão imediata, que o animal havia sido agredido há cerca de dois dias com um golpe na região da cabeça e essa lesão evoluiu e ele veio a óbito durante o atendimento", explicou a delegada.
O que diz a defesa
Em nota, os advogados do jovem apontado como autor da agressão contra a Orelha afirmaram que atuam “de forma técnica e responsável”, orientados pela “busca da verdade real e pela demonstração da inocência”. A defesa protestou conta o fato de “não ter tido acesso integral aos autos do inquérito”. Leia a nota na íntegra:
“Os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, representantes legais do jovem indevidamente associado ao caso do cão Orelha, alertam que informações que vieram a público dizem respeito a elementos meramente circunstanciais, que não constituem prova e não autorizam conclusões definitivas.
A defesa atua de forma técnica e responsável, orientada pela busca da verdade real e pela demonstração da inocência, e protesta contra o fato de, até o momento, ainda não ter tido acesso integral aos autos do inquérito.
Destacamos que a politização do caso e a necessidade de apontar culpado a qualquer preço inflamam a opinião pública a partir de investigações frágeis e inconsistentes que prejudicam a verdade, infringem de forma gravíssima os ritos legais e atingem violentamente e de forma irreparável pessoas inocentes.”
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



