O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou um inquérito civil para investigar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil do estado, Ulisses Gabriel, no âmbito das investigações do
A medida ocorre após a análise jurídica de um procedimento preparatório anterior, que evoluiu para a nova fase após o recebimento de materiais e informações pela Promotoria de Justiça da capital.
O foco da apuração é esclarecer se houve irregularidades como abuso de autoridade, violação de sigilo funcional e ato de improbidade administrativa.
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Entre as hipóteses investigadas, estão a possível antecipação de culpados em redes sociais antes da conclusão do inquérito e o vazamento de informações sigilosas que poderiam beneficiar terceiros ou comprometer a segurança pública. O MP também avalia se a publicidade oficial em torno do caso foi utilizada para promoção pessoal do delegado.
Em sua defesa, o delegado-geral Ulisses Gabriel afirmou estar “absolutamente tranquilo” e à disposição do Ministério Público para prestar esclarecimentos. Segundo ele, sua atuação limitou-se à função de porta-voz da instituição, sem qualquer interferência direta nas decisões dos delegados que presidiam as investigações. Gabriel também sugeriu que as representações contra ele podem ter motivações políticas e ideológicas.
O “Caso Orelha” refere-se à morte de um cão comunitário na Praia Brava, em Florianópolis, em janeiro, que gerou grande comoção pública.
As investigações policiais apontaram um adolescente como responsável pelas agressões fatais, mas perícias complementares e a exumação do animal apresentaram resultados inconclusivos sobre as causas exatas da morte, o que levou o Ministério Público a solicitar diligências adicionais e a criação de uma força-tarefa para analisar o vasto material de vídeo e provas coletadas.
O delegado agora tem um prazo de 15 dias para apresentar sua manifestação oficial à Promotoria.
Com informações, de CNN Brasil