Um grupo suspeito de realizar o contrabando de vinhos de alto valor comercial teve R$ 220 milhões de bens bloqueados pela Polícia Federal, durante a Operação Sommelier.
Segundo a PF, o grupo utilizava a fronteira entre Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, e Rivera, no Uruguai, como principal rota logística e financeira.
Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, sendo três em Santana do Livramento e cinco em São Paulo.
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As investigações começaram após informações de que moradores da região atuavam a serviço de grupos criminosos de São Paulo, viabilizando a entrada irregular de bebidas no Brasil. Havia um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro, conforme a PF.
A investigação apontou que empresas com sede em São Paulo transferiam grandes quantias para operadores financeiros e logísticos na fronteira. Os recursos eram sacados em espécie ou utilizados em operações de câmbio ilegal para custear a compra de mercadorias estrangeiras e manter o esquema de contrabando. Algumas empresas ligados ao grupo eram de fachada.
Dispositivos eletrônicos, documentos e anotações também foram apreendidos e passarão por análise.