Crânio humano com algodões nas narinas é encontrado em ponto de ônibus no interior do RS
Restos mortais estavam em cima de uma mochila abandonada em São Leopoldo; Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a ossada tenha sido retirada de um cemitério e investiga o caso

Um crânio humano foi encontrado em cima de uma mochila abandonada em um ponto de ônibus na manhã desta segunda-feira (13), em São Leopoldo, na região do Vale do Sinos, no Rio Grande do Sul. O caso foi registrado por volta das 7h30, na Avenida Theodomiro Porto da Fonseca, ao lado da Escola Estadual Pedro Schneider. A mochila estava próxima a um banco e a uma lixeira do local. Veja imagens:
Crânio humano com algodões nas narinas é encontrado em ponto de ônibus no interior do RS
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🎥Divulgação | GCM São Leopoldo pic.twitter.com/fOI4KnY4Nk— Itatiaia (@itatiaia) July 13, 2026

A ocorrência foi inicialmente atendida por agentes da Guarda Civil Municipal, que foi acionada após uma denúncia por telefone. O denunciante contou à equipe da guarda que havia chegado no local para trabalhar quando visualizou o crânio. Uma guarnição então foi deslocada ao endereço e constatou a veracidade do relato. Diante da situação, os agentes realizaram o isolamento da área para preservar o local até a chegada e acionaram o Instituto-Geral de Perícias (IGP) e a Polícia Civil do Rio Grande do Sul.
Um outro detalhes chamou a atenção dos investigadores: havia algodões nas cavidades nasais do crânio. Além disso, a ossada humana já apresentava avançado estado de esqueletização e não estava acompanhada de fluídos como sangue, o que indica que o crânio pertence a um corpo morto há bastante tempo. É o que afirmou o delegado Ericson Mota, titular da Delegacia de Homicídios de São Leopoldo.
"Ainda não temos o laudo da perícia, mas o que pôde ser constatado lá no local é que aparenta ser um crânio antigo. Não é que aconteceu uma morte agora e colocaram ali. É prematuro afirmar qualquer coisa ainda, mas as impressões que a gente teve é que aparenta ser mesmo um crânio antigo", disse o delegado.
A Polícia Civil agora busca identificar a origem do crânio. A principal hipótese é que a ossada tenha sido furtada um cemitério na região. As investigações incluem a análise de imagens de câmeras de segurança de cemitérios da região e das imediações do ponto de ônibus para tentar descobrir quem abandonou a mochila no local. Até o momento, o suposto cemitério ainda não foi identificado, e a polícia aguarda o resultado laudo pericial, que deverá fornecer mais informações sobre os restos mortais e auxiliar no andamento das investigações.
"Como tinha algodão ali nas forças nasais, muito provavelmente foi retirado de algum cemitério. A gente não sabe ainda o cemitério. Vamos diligenciar nesse sentido, verificar a câmera de segurança, tanto dos cemitérios quanto das imediações. O local não tem exatamente câmera para gente verificar se alguém chegou com uma mochila ali no final de semana", afirmou o delegado Ericson Mota.
Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



