A Justiça do Rio Grande do Sul condenou, na madrugada de sexta-feira (12), André Avila Fonseca pelo homicídio de Laila Vitória Rocha de Oliveira, que perdeu a vida aos 20 anos em 2023, em Porto Alegre.
O Tribunal do Júri considerou que ele foi o responsável pela morte da própria namorada, que foi golpeada com uma espada e, em seguida, queimada em uma lareira. O julgamento ocorreu sem a presença do réu, que optou por não comparecer.
O Conselho de Sentença, composto por sete mulheres, acolheu as acusações contra André Fonseca, denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) por homicídio qualificado, caracterizado como feminicídio, uso de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e posse ilegal de arma de fogo.
O julgamento teve início na manhã desta quinta-feira (11), na 4ª Vara do Júri da Capital, com os depoimentos das testemunhas de acusação. Estiveram presentes a mãe da vítima e uma amiga, que prestou depoimento de forma virtual. Um médico legista e dois psiquiatras foram ouvidos pela defesa. Relembre o caso: o réu se apresentava nas redes sociais como “bruxo” e “necromante”.
A vítima e o acusado se conheceram pela internet, e Laila Vitória estava em Porto Alegre há poucas semanas, tendo vindo do Pará para encontrá-lo. Para o Ministério Público, a motivação do crime foi a recusa do réu em aceitar o término do relacionamento e o desejo de Laila de retornar ao seu estado natal, onde residia com a família.
André teve prisão preventiva decretada e chegou a ficar foragido, mas foi localizado em Viamão (RS) após denúncias. Atualmente, ele se encontra preso e, segundo nota do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, permanecerá na Penitenciária Estadual de Charqueadas.
Com informações de CNN Brasil