Homem que matou ex em shopping de SP tem alta médica e será transferido para CDP

Cássio Henrique da Silva Zampieri, de 25 anos, havia sido baleado na perna por policiais ao não se entregar enquanto mantinha Cibelle Monteiro Alves, de 22 anos, refém e ferida

Cássio Henrique da Silva Zampieri, de 25 anos, que matou a ex-namorada, Cibelle Monteiro Alves, de 22 anos, a facadas, dentro da Vivara do Shopping Golden Square, em São Bernardo do Campo-SP, onde ela trabalhava, recebeu alta médica e será transferido para um Centro de Detenção Provisória (CDP) nesta terça-feira (3).

A informação foi confirmada à Itatiaia pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, que disse ainda que Cássio foi conduzido pela Polícia Militar ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, onde foi cumprido o mandado de prisão preventiva, e passou a noite na carceragem do 3º DP.

Ameaças e agressões

Cássio Henrique da Silva Zampieri já acumulava um histórico de ameaças e agressões contra Cibelle Monteiro Alves. Segundo relatos de pessoas próximas à vítima, ele teria vazado imagens íntimas da jovem, feito ameaças por meio de transferências bancárias e intensificado a perseguição após o fim do relacionamento.

De acordo com uma amiga de Cibele, o suspeito passou a compartilhar fotos da jovem com lojas do shopping onde ela trabalhava e até com a franqueadora da marca em que era vendedora, com a intenção de prejudicá-la profissionalmente e provocar uma demissão.

A empresa, no entanto, não cedeu à pressão e orientou que qualquer recebimento do material fosse denunciado. Após isso, não satisfeito, Cássio agravou as ameaças contra Cibele.

Em um print cedido pela TV SBC, mostra uma transferência via Pix no valor de R$ 0,01, com Cássio escrevendo na descrição: “Já que você paga para ver, então amanhã tem mais”, em referência às imagens íntimas. Segundo relatos, ele chegou a ameaçar imprimir as fotos e compartilhá-las pela região.

Medida protetiva

O feminicídio causado por ele no último dia 25 de fevereiro foi motivado pela inconformidade do suspeito com o término do relacionamento, ocorrido há cerca de nove meses, em abril de 2025.

Por esse motivo, a vítima já havia registrado três boletins de ocorrência contra ele e obtido uma medida protetiva, que o proibia de manter contato, mas mesmo assim ele não parou.

Segundo pessoas próximas a ela, o relacionamento, iniciado em 2019, sempre foi marcado por episódios de violência. Em 2023, Cibele registrou uma ocorrência após ser agredida e ter o celular quebrado pelo então companheiro.

Cibele só conseguiu encerrar definitivamente o relacionamento em abril de 2025, cerca de nove meses antes do crime. Ainda assim, ele continuava a persegui-la. A família e as amigas retratam o caso como “um descaso das autoridades”.

‘Eu sempre apareço': perseguição após o término

Após o fim do relacionamento, o suspeito teria passado a aparecer com frequência em frente à casa da vítima e na portaria do prédio onde ela morava.

Em mensagens enviadas a uma amiga, Cibele descreveu um dos episódios: “Parece cena de filme de terror, é sério”. Em junho de 2025, ela relatou ter acionado a polícia ao perceber a presença dele nas proximidades: “Ainda não chegaram. Se ele tivesse entrado, eu já tinha morrido”, disse em outra mensagem.

Mesmo bloqueado, Cássio conseguia novos números para manter contato com a vítima.

Em uma mensagem enviada por volta das 2h da manhã, ele escreveu: “Não sei para que esse negócio de ficar me ignorando. Eu sempre apareço. Ainda mais agora que achei uma forma de ter número infinito para o WhatsApp. Se você me bloquear, em 20 minutos te chamo com outro. Vai ficar bloqueando infinitamente”.

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.

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