O que se sabe sobre as primas desaparecidas há mais de 20 dias no Paraná
A Polícia Civil do Paraná investiga o caso e aponta como principal suspeito Clayton Antônio da Silva Cruz, de 39 anos, que está foragido

As primas Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos, estão desaparecidas há mais de 20 dias na região de Maringá, no norte do Paraná. As duas foram vistas pela última vez na noite de 20 de abril, após saírem para uma festa.
A Polícia Civil do Paraná investiga o caso e aponta como principal suspeito Clayton Antônio da Silva Cruz, de 39 anos, que está foragido. Segundo os investigadores, ele possui um longo histórico criminal e usava um nome falso para esconder a identidade.
Últimos momentos antes do desaparecimento
De acordo com as investigações, o último contato das jovens com familiares aconteceu na noite de 20 de abril. Já na madrugada do dia seguinte, uma das primas publicou uma foto em uma rede social ao lado do suspeito.
Depois disso, elas não foram mais vistas.
A principal linha de investigação da polícia é a de homicídio, com possível feminicídio. No entanto, os investigadores também trabalham com hipóteses como sequestro e cárcere privado.
Quem é o principal suspeito
Conhecido pelos apelidos de “Sagaz”, “Dog Dog” e “Cleitinho”, Clayton Antônio da Silva Cruz acumula diversas passagens pela polícia desde a adolescência.
Segundo o delegado Zoroastro Nery do Prado Filho, da cidade de Mandaguari, o suspeito é conhecido das forças de segurança há anos.
“Ele é uma daquelas figurinhas carimbadas da polícia. Sempre envolvido em algum delito”, afirmou o delegado ao Estadão.
Ainda conforme a investigação, Clayton usava o nome falso “Davi” em Cianorte para dificultar sua localização.
Histórico criminal
Clayton já foi condenado por tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma, posse ilegal de arma e desobediência.
Em 2008, ele foi preso durante uma operação contra o tráfico de drogas. Segundo a polícia, familiares dele também foram detidos na ação. Ao todo, 28 pessoas acabaram presas.
Pelos crimes, o suspeito recebeu condenação superior a 18 anos de prisão e chegou a cumprir cerca de sete anos preso.
Recentemente, ele estava em regime aberto, mas passou a ser considerado foragido após pedir mudança de endereço, faltar a uma audiência judicial e desaparecer.
Além disso, Clayton também foi condenado por um roubo ocorrido em 2022, em Apucarana. Segundo o Estadão, ele e outros homens armados teriam invadido a casa de um ex-prefeito da cidade de Cambira, feito um casal refém e levado joias, televisões e veículos.
A polícia afirma ainda que o suspeito costumava andar armado e já foi alvo de denúncias envolvendo celulares e drogas dentro da prisão.
Investigação continua
A Polícia Civil identificou registros de conexão do suspeito à internet dias após o desaparecimento das jovens.
Enquanto isso, as buscas seguem em cidades da região noroeste do Paraná.
Familiares das primas continuam fazendo apelos por informações.
“Só queremos as meninas, não importa onde estejam, que alguém mande uma mensagem, qualquer coisa”, disse Ana Erli Melegari, mãe de Sttela, ao Estadão.
Emocionada, ela afirmou acreditar que as jovens ainda estejam vivas.
“Meu coração de mãe diz que estão vivas. Mas meu coração fala que estão sofrendo muito”, desabafou.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego & Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.



