Um piloto da Latam foi preso durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (9), dentro de um avião no Aeroporto de Congonhas. Segundo as investigações, ele é suspeito de integrar uma quadrilha envolvida na exploração sexual de crianças e adolescentes. Segundo a polícia, o piloto ajudava a manter a rede criminosa e levava menores a motéis utilizando documentos falsos.
Para os investigadores, não se tratam de casos isolados, mas de uma rede organizada, com divisão de tarefas e atuação combinada entre os envolvidos. Durante a operação “Apertem os Cintos”, uma mulher também foi presa por suspeita de explorar sexualmente as próprias netas.
A ação foi comandada pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), por meio da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia, após meses de investigação.
Vídeo: piloto da Latam é preso em Congonhas suspeito de exploração sexual infantil em SP
— Itatiaia (@itatiaia) February 9, 2026
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Segundo a polícia, o grupo é investigado por crimes graves, como estupro de vulnerável, exploração sexual infantil, produção e compartilhamento de pornografia infantojuvenil, aliciamento de menores, uso de documentos falsos, perseguição e coação de vítimas para evitar denúncias.
O inquérito acontece desde outubro de 2025 e, até agora, três vítimas já foram identificadas: duas meninas de 11 e 12 anos e uma adolescente de 15. Todas teriam sido submetidas a situações graves de abuso e exploração.
A polícia acredita que outras vítimas ainda possam aparecer, devido à quantidade de provas já reunidas. Ao todo, a Justiça autorizou oito mandados de busca e apreensão e duas prisões temporárias. As equipes cumpriram as ordens de forma simultânea em São Paulo e em Guararema, com apoio de 32 policiais civis e 14 viaturas.
A polícia afirma que a operação busca interromper imediatamente os crimes, proteger as vítimas, identificar outros suspeitos e recolher provas, principalmente materiais digitais. O caso segue sob investigação.
A Itatiaia procurou a companhia aérea, Latam, que informou, por meio de nota, estar ciente do ocorrido e que, após a prisão do piloto, “o voo operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto”.
“A Latam informa que abriu apuração interna e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A companhia repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta”, finalizou a empresa.