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São Paulo descarta segundo caso suspeito de ebola em 2026

Exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz descartaram a doença em uma brasileira que retornou recentemente da República Democrática do Congo

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Em 1º de junho, o Estado de São Paulo descartou outro caso suspeito de Ebola • Divulgação/Governo de SP

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES) informou nesta sexta-feira (12) que foi descartado o segundo caso suspeito de ebola registrado no estado neste ano. A conclusão foi confirmada após análises realizadas pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL).

A paciente é uma brasileira de 31 anos que relatou ter viajado a trabalho para a província de Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo, região que registra circulação da doença. Segundo a secretaria, ela retornou ao Brasil no último dia 6 e passou a apresentar sintomas como febre e diarreia três dias depois.

Inicialmente, a mulher procurou atendimento em um hospital particular da capital paulista e, posteriormente, foi transferida para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER), referência nacional para o atendimento de casos suspeitos ou confirmados de ebola.

De acordo com a SES, a paciente segue internada no Emílio Ribas, apresenta evolução clínica favorável e recebe tratamento para gastroenterocolite aguda.

A investigação foi conduzida pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e pelo Centro de Vigilância Epidemiológica Professor Alexandre Vranjac (CVE-SP). A apuração foi aberta porque a mulher se enquadrava nos critérios para caso suspeito da doença, devido ao histórico recente de viagem a uma área com transmissão do vírus e aos sintomas apresentados.

Este é o segundo caso suspeito de ebola descartado em São Paulo em 2026. No início do mês, um homem de 37 anos, natural da República Democrática do Congo, também foi submetido a exames após apresentar sinais compatíveis com a doença. Na ocasião, os testes identificaram a bactéria Neisseria meningitidis, causadora da meningite meningocócica.

Após o registro do primeiro caso suspeito, a Secretaria da Saúde informou ter reforçado as ações de vigilância epidemiológica, incluindo treinamentos virtuais para profissionais de saúde e a atualização dos protocolos de monitoramento da doença.

Em nota, a pasta destacou que o risco de introdução do ebola no Brasil e na América do Sul continua sendo considerado muito baixo. "A atualização do documento reitera que o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul permanece classificado como muito baixo", afirmou a secretaria.

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