Preço de material escolar varia até 276% em São Paulo, aponta Procon-SP

Órgão destaca que, apesar de as diferenças de valores unitários parecerem pequenas, o impacto pode ser significativo no valor final da lista completa de material escolar

Material escolar disposto nas prateleiras de uma papelaria

O preço de um mesmo material escolar pode variar significativamente em São Paulo. Levantamento do Procon-SP, realizado em dezembro e divulgado nesta sexta-feira (2), aponta que o valor de uma caneta esferográfica de determinada marca pode apresentar diferença de até 276%, a depender da papelaria onde o produto é adquirido na capital paulista.

De acordo com a pesquisa, na zona norte da cidade a caneta foi encontrada por R$ 1,30, enquanto no centro de São Paulo o mesmo item era vendido por R$ 4,90. Variações expressivas também foram identificadas em outras cidades do estado. Em Presidente Prudente, um marca-texto da mesma marca pode custar entre R$ 1,95 e R$ 4,20. Já em Ribeirão Preto, o preço de um apontador apresentou diferença de 196%, variando de R$ 3,20 a R$ 9,50.

O Procon-SP destaca que, apesar de as diferenças de valores unitários parecerem pequenas, o impacto pode ser significativo no valor final da lista completa de material escolar. Por isso, o órgão orienta os consumidores a pesquisarem preços e compararem ofertas antes de realizar as compras, além de reaproveitarem itens que já possuem em casa.

O órgão também recomenda verificar a possibilidade de descontos para compras em grandes quantidades, o que pode ser viabilizado por meio de compras coletivas entre pais e responsáveis. Outra orientação é observar se há variação de preços de acordo com a forma de pagamento, como pix ou cartão de crédito.

A pesquisa

O levantamento analisou os preços de 134 itens da lista de material escolar, entre eles apontador, borracha, caderno, caneta esferográfica, giz de cera, cola, lápis de cor, lápis preto, papel sulfite, régua e tesoura. Na capital paulista, a coleta foi realizada em nove estabelecimentos comerciais, distribuídos por todas as regiões da cidade.

Além da cidade de São Paulo, a pesquisa foi feita na Baixada Santista e nos municípios de Bauru, Campinas, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba. O estudo completo está disponível para consulta no site do Procon-SP.

* Informações com Agência Brasil

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