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Polícia oferece R$ 50 mil por informações sobre suspeito de atirar em tenente da ROTA em SP

Ronickson Pimentel foi atacado no último sábado (27), em São Paulo, no ABC Paulista

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Divulgação/PMESP

A Polícia Civil de São Paulo está oferecendo R$ 50 mil de recompensa para quem der informações que ajudem a prender Hércules da Costa Siqueira, suspeito de tentar matar o tenente da ROTA Ronickson Pimentel, da Polícia Militar de SP.

Ronickson foi atacado no último sábado (27), em São Paulo, no ABC Paulista. Ele estava de folga, à paisana, e havia acabado de sair de uma academia. Ele aguardava a abertura de um semáforo em uma moto, quando foi surpreendido por Hércules e outro homem em outra motocicleta.

As denúncias sobre o paradeiro de Hércules, conhecido como "Golias" ou "Peruca", podem ser feitas pelo Disque Denúncia 181 ou pelo site www.ssp.sp.gov.br/denuncia. O sigilo é absoluto.

A Polícia Militar recomenda que não seja realizada a abordagem de Hércules, caso ele seja visto. "aso tenha qualquer informação sobre seu paradeiro, comunique imediatamente às autoridade", dizia o comunicado.

A Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária de Hércules na sexta-feira (3). Além disso, o magistrado também decretou a quebra do sigilo telefônico de Hércules e autorizou mandados de busca e apreensão em dois endereços ligados ao investigado.

Ronickson Pimentel está internado em estado grave na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, no ABC Paulista. Ele é o irmão mais velho de Eloá Pimentel, jovem de 15 anos que foi assassinada em 2008 pelo ex-namorado Lindemberg Alves, após ser mantida refém por mais de 100 horas em um caso de grande repercussão.

Ao menos cinco pessoas participaram do atentado contra Ronickson. Até o momento, três suspeitos foram presos após um trabalho de inteligência que reuniu cruzamento de informações e análise de denúncias. Um dos investigados confessou participação no crime, enquanto outro, de 24 anos, foi liberado posteriormente. Ainda segundo as investigações, os presos teriam prestado apoio logístico e de transporte aos executores. A polícia também afirma que parte dos suspeitos possui ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), considerada a maior facção criminosa do país.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.