Caso Gisele: interrogatório de tenente-coronel é adiado para agosto, em SP
Defesa de Geraldo Leite Rosa Neto solicitou complementação de laudo pericial antes do depoimento, remarcado para o mês que vem

A Justiça de São Paulo encerrou, nessa quinta-feira (2), a oitiva das testemunhas do processo que apura a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, morta em fevereiro deste ano, após quatro dias de audiência.
Segundo a 5ª Vara do Júri da Capital, as audiências se iniciaram na última segunda (29) e, no total, foram ouvidas 30 pessoas. Entre elas, estavam familiares e a filha da vítima.
Ainda de acordo com a justiça, o interrogatório do réu, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, antes marcado para esta sexta (3), foi designado para o dia 28 de agosto às 10 horas.
A defesa do acusado pediu complementação do laudo pericial pelo Instituto de Criminalística antes do ato processual.
O crime
A soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta em seu apartamento no Brás, na região Central de São Paulo, no último dia 18 de fevereiro. Inicialmente tratada como suicídio, a ocorrência evoluiu para um inquérito de feminicídio qualificado e fraude processual.
De acordo com o MP, após o crime o oficial teria tentado simular um suicídio ao posicionar a arma na mão da vítima e alterar a cena para induzir a investigação a erro.
Laudos periciais apontam inconsistências na versão apresentada pela defesa. As investigações identificaram vestígios de sangue nas roupas do acusado e indícios de que ele teria tomado banho após o crime para eliminar provas.
Para o Ministério Público, o homicídio foi praticado por motivo torpe, relacionado ao sentimento de posse e à recusa do acusado em aceitar o fim do relacionamento. A denúncia também afirma que Gisele foi surpreendida, sem possibilidade de defesa, circunstância que qualifica o crime.
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, marido de Gisele, está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março. Ele foi denunciado pelo Ministério Público e se tornou réu por feminicídio e fraude processual.
*Com informações de Helen Barra, da CNN Brasil
Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.
Acompanhe as últimas notícias produzidas pela CNN Brasil, publicadas na Itatiaia.




