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Pecuarista suspeito de matar namorada é encontrado morto em área de mata em SP

João Roberto Bolelli era procurado pela polícia após a morte da mineira de 24; corpo do homem foi encontrado em estado avançado de decomposição

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João Roberto Bolelli, de 62 anos
João Roberto Bolelli, de 62 anos. • Reprodução | Arquivos pessoais

O pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, suspeito de matar a tiros a ex-companheira Priscila Lacerda Custódio, de 24, foi encontrado morto na manhã dessa segunda-feira (02), em uma propriedade rural na cidade de Rifaina, no interior de São Paulo. O corpo do homem estava em uma área de mata próxima ao km 452 da Rodovia Cândido Portinari (SP-334) e foi encontrado em avançado estado de decomposição.

Segundo informações apuradas pela CNN Brasil, o corpo foi encontrado pelo genro do pecuarista. A emissora apurou que João Roberto morreu de infarto e não apresentava sinais de violência. O homem era procurado desde o assassinato de Priscila, ocorrido na última terça-feira (27), e tinha um pedido de prisão preventiva em aberto, solicitado pela Polícia Civil de São Paulo.

A advogada que representa a família do pecuarista, Lauriani Baldini, informou à CNN que exames preliminares foram apresentados e levantaram a possibilidade de que ele tenha morrido no mesmo dia em que Priscila foi assassinada. Essa hipótese, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.

Causa da morte está sendo investigada

Em resposta à reportagem da Itatiaia, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que, até o momento, não havia confirmação sobre a identidade do corpo nem sobre a causa da morte.

A pasta confirma que o cadáver foi encontrado em uma área de mata próxima ao km 452 da Rodovia Cândido Portinari, em avançado estado de decomposição. A ocorrência foi atendida pela Polícia Militar, e o local permaneceu preservado para os trabalhos periciais.

A secretaria afirmou ainda que, como o corpo havia sido encontrado na segunda-feira (02), as circunstâncias da morte ainda seriam investigadas. O caso seria apresentado na Central de Polícia Judiciária de Franca.

Relembre o feminicídio de Priscila

Priscila Lacerda Custódio, de 24 anos, era natural de Perdizes, no Alto Paranaíba, em Minas Gerais. Ela foi morta a tiros na noite de 27 de outubro, às margens da Rodovia Cândido Portinari, em Rifaina. O principal suspeito era João Roberto Bolelli, com quem mantinha um relacionamento há cerca de quatro meses.

Conforme a reportagem publicada anteriormente pela Itatiaia, a jovem foi até o município paulista acompanhada do irmão e de uma amiga para devolver uma caminhonete que pertencia ao pecuarista. Durante a viagem, ela demonstrava medo e preocupação, segundo relatos de testemunhas.

Ainda de acordo com depoimentos reunidos pela polícia, Priscila havia relatado agressões físicas e ameaças feitas por João Roberto dias antes do crime. Uma amiga também contou que o homem teria contratado pessoas para monitorá-la por suspeitar que ela estivesse se relacionando com outra pessoa.

No encontro em Rifaina, Priscila teria manifestado a intenção de encerrar o relacionamento e ir embora. Uma discussão começou após o pecuarista cobrar a devolução de um celular. Nesse momento, conforme o relato do irmão da vítima, o homem sacou uma arma e atirou contra a jovem. Em seguida, ele também teria apontado o revólver na direção do irmão dela, que conseguiu se afastar.

Priscila foi socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Após os disparos, o suspeito fugiu, levando a caminhonete, e passou a ser procurado pelas autoridades. A Justiça decretou a prisão preventiva dele, e o caso foi registrado como feminicídio.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

 

 

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