Marido acusado de matar esposa médica com 14 facadas no Paraná é denunciado pelo MP
Segundo a denúncia, João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, matou Gassi Mazia, de 37, por não aceitar fim do relacionamento; homem ainda deixou filho de oito meses sozinho no apartamento

O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, acusado de matar a médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37, em Maringá, no Norte do Paraná. A Promotoria aponta que o crime foi cometido por feminicídio e também denunciou o homem por abandono de incapaz, após ele deixar o filho do casal, de oito meses, sozinho no apartamento.
A denúncia foi apresentada pela 23ª Promotoria de Justiça de Maringá nesse domingo (27). Segundo o documento, Gassi foi morta no dia 5 de setembro, dentro do apartamento onde morava, provavelmente por volta das 20h. Para o MP, o crime ocorreu em um contexto de violência doméstica e familiar e foi cometido após o acusado não aceitar o fim do relacionamento com a médica.
Relembre o caso
Na denúncia, o Ministério Público afirma que João Vitor teria agido motivado por um “sentimento egoístico de posse e inconformismo com a autonomia da vítima”, segundo a acusação. A Promotoria sustenta ainda que o crime teve três qualificadoras: motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Conforme o documento, Gassi foi atacada dentro da própria residência e atingida por 14 golpes de faca.
Depois de matar Gassi, segundo a denúncia, João Vitor teria tomado banho, trocado de roupa e pegado a chave do carro da vítima antes de deixar o apartamento. Ainda conforme o Ministério Público, ele trancou a porta e deixou o filho de oito meses sozinho dentro do imóvel. A criança teria permanecido por horas no apartamento, chorando, até ser encontrada por um tio materno.
O familiar precisou arrombar a porta para entrar no imóvel e resgatar o bebê. Para a Promotoria, o abandono colocou a criança em situação concreta de risco à vida e à saúde. A denúncia também considera que o crime de abandono de incapaz foi agravado pelo fato de o acusado ser pai da criança.
João Vitor foi preso no mesmo dia do crime, depois de ser localizado na casa da mãe, em Mandaguari, a cerca de 32 quilômetros de Maringá. Ele apresentava ferimentos provocados por arma branca e recebeu atendimento médico sob escolta policial. A prisão preventiva foi decretada posteriormente.
O homem trabalhava como assessor jurídico da Procuradoria-Geral de Marialva e foi exonerado do cargo após o crime. Atualmente, ele permanece preso na Cadeia Pública de Maringá. A denúncia do MP ainda será analisada pela Justiça.
Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
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