Operação mira corrupção e lavagem de dinheiro na Polícia Civil de São Paulo

São cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, inclusive em unidades policiais, além de 11 mandados de prisão e seis de intimação; advogados e policiais civis são alvo

O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Federal realizam uma operação, na manhã desta quinta-feira (5), contra corrupção e lavagem dinheiro dentro de departamentos da Polícia Civil de São Paulo.

No total, são cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, inclusive em unidades policiais, além de 11 mandados de prisão e seis mandados de intimação relativos a medidas cautelares diversas da prisão, direcionados a integrantes da organização criminosa, advogados e policiais civis, na Operação Bazaar.

Entre os alvos da ação estão os doleiros Leonardo Meirelles e Meire Poza, alvos da Operação Lava Jato, que são apontados como operadores do grupo criminoso.

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A investigação aponta um “amplo e estruturado esquema de corrupção policial voltado à proteção de uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro”. O grupo criminoso era composto por doleiros, operadores financeiros e indivíduos com extenso histórico de prática de atos de lavagem de capitais.

O MPSP afirma que a organização atuava de forma coordenada para garantir a continuidade das práticas criminosas e evitar a responsabilização de seus integrantes. Para isso, fazia pagamentos sistemáticos de vantagens indevidas a agentes públicos, além de adotar estratégias de fraude processual, manipulação de investigações e destruição de provas no âmbito de inquéritos policiais.

A operação é realizada por intermédio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) e com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil. Em reunião conjunta com a Corregedoria, foi deliberado a realização de correições extraordinárias em todas as unidades policiais envolvidas para promover a responsabilização disciplinar e apurar eventuais outros ilícitos ocorridos nas repartições.

O que diz a Polícia Civil?

Em nota, a Polícia Civil informou que “não compactua com desvios de conduta por parte de seus integrantes e adotará todas as medidas legais e disciplinares cabíveis caso sejam confirmadas quaisquer irregularidades”.

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.

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