O Estado de
Conforme a pesquisadora responsável pelo estudo, Bernadette Waldvogel, os dados indicam “transformações profundas no comportamento demográfico e social paulista”.
“A queda do número de nascimentos evidencia mudanças no padrão reprodutivo da população e traz desafios para o futuro em áreas como saúde, educação e previdência”, afirmou Bernadette Waldvogel.
O levantamento analisou os números de casamentos, nascidos vivos, óbitos fetais e óbitos gerais. De acordo com o estudo, houve uma expressiva redução no número de bebês natimortos, redução no número geral de nascimentos e aumento no número de óbitos gerais. Já os casamentos tiveram evolução marcada por ciclos de crescimento, declínio e recuperação.
Redução de 50% dos nascidos mortos
Em 2024 foram contabilizados 3.948 nascidos mortos. O número representa uma redução de mais da metade (55%) em relação ao início da série histórica. Embora tenham ocorrido pequenas oscilações ao longo dos anos, a maior retração se deu entre 2000 e 2011, com queda de 40%.
Após ligeiro aumento entre 2012 e 2015, a trajetória voltou a ser de declínio até 2024. Já o número de óbitos apresentou crescimento gradual entre 2000 e 2019, reflexo do aumento populacional e do envelhecimento demográfico.
A pandemia provocou forte elevação em 2020 (14,7%) e em 2021 (23,0%). Nos dois anos seguintes, houve redução importante, mas em 2024 as mortes voltaram a subir, alcançando patamar semelhante ao observado no início da crise sanitária.
Casamentos
Por sua vez, os casamentos tiveram evolução marcada por ciclos de crescimento, declínio e recuperação. Até 2015, o movimento foi de alta quase contínua. Na ocasião, os registros atingiram o ápice com 305.391 casamentos. Em 2020, os efeitos da pandemia reduziram em 27% o volume de uniões em comparação com 2019.
Após 2021, observa-se retomada, embora em níveis inferiores aos anteriores. Em 2024, o número de casamentos se aproxima do observado entre 2006 e 2007.