Nascimentos atingem a menor marca em 25 anos em São Paulo, revela levantamento

São Paulo registrou menos de 500 mil nascidos vivos em 2024, quase 230 mil a menos que em 2000; menor patamar em 25 anos revela tendência de queda persistente

São Paulo registrou menos de 500 mil nascidos vivos em 2024, quase 230 mil a menos que em 2000

O Estado de São Paulo registrou menos de 500 mil nascidos vivos em 2024, o que representa uma queda de 230 mil em comparação com o ano 2000, o menor patamar em 25 anos. Os dados foram analisados pelo levantamento “Um quarto de século de estatísticas do registro civil”, elaborado pela Fundação Seade.

Conforme a pesquisadora responsável pelo estudo, Bernadette Waldvogel, os dados indicam “transformações profundas no comportamento demográfico e social paulista”.

“A queda do número de nascimentos evidencia mudanças no padrão reprodutivo da população e traz desafios para o futuro em áreas como saúde, educação e previdência”, afirmou Bernadette Waldvogel.

O levantamento analisou os números de casamentos, nascidos vivos, óbitos fetais e óbitos gerais. De acordo com o estudo, houve uma expressiva redução no número de bebês natimortos, redução no número geral de nascimentos e aumento no número de óbitos gerais. Já os casamentos tiveram evolução marcada por ciclos de crescimento, declínio e recuperação.

Redução de 50% dos nascidos mortos

Em 2024 foram contabilizados 3.948 nascidos mortos. O número representa uma redução de mais da metade (55%) em relação ao início da série histórica. Embora tenham ocorrido pequenas oscilações ao longo dos anos, a maior retração se deu entre 2000 e 2011, com queda de 40%.

Após ligeiro aumento entre 2012 e 2015, a trajetória voltou a ser de declínio até 2024. Já o número de óbitos apresentou crescimento gradual entre 2000 e 2019, reflexo do aumento populacional e do envelhecimento demográfico.

A pandemia provocou forte elevação em 2020 (14,7%) e em 2021 (23,0%). Nos dois anos seguintes, houve redução importante, mas em 2024 as mortes voltaram a subir, alcançando patamar semelhante ao observado no início da crise sanitária.

Casamentos

Por sua vez, os casamentos tiveram evolução marcada por ciclos de crescimento, declínio e recuperação. Até 2015, o movimento foi de alta quase contínua. Na ocasião, os registros atingiram o ápice com 305.391 casamentos. Em 2020, os efeitos da pandemia reduziram em 27% o volume de uniões em comparação com 2019.

Após 2021, observa-se retomada, embora em níveis inferiores aos anteriores. Em 2024, o número de casamentos se aproxima do observado entre 2006 e 2007.

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Rebeca Nicholls é estagiária do digital da Itatiaia com foco nas editorias de Cidades, Brasil e Mundo. É estudante de jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNIBH). Tem passagem pelo Laboratório de Comunicação e Audiovisual do UniBH (CACAU), pela Federação de Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg) e pelo jornal Estado de Minas

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