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MP mira esquema de roubo, receptação e venda de celulares em São Paulo

São cumpridos 84 mandados de busca e apreensão e de sete mandados de prisão temporária em São Paulo e Goiás, além das medidas judiciais para sequestrar e bloquear bens e valores que somam mais de R$ 5 milhões

Porde São Paulo
Ministério Público de São Paulo (MP-SP) • Divulgação/MP-SP

Mais de 1.700 agentes da Polícia Civil, Militar, Penal, Ministério Público de São Paulo (MPSP), Secretaria de Estado da Segurança Pública e Secretaria de Estado da Fazenda foram mobilizados nesta quinta-feira (10) na Operação Frankmobile, que tem como objetivo de desarticular o esquema de furto, roubo, receptação e venda ilegal de celulares e peças na cidade de São Paulo.

A Justiça autorizou o cumprimento de 84 mandados de busca e apreensão e de sete mandados de prisão temporária no Estado de São Paulo e em Goiás, além das medidas judiciais para sequestrar e bloquear bens e valores que somam mais de R$ 5 milhões.

A operação desta quinta-feira é fruto de intenso trabalho de inteligência conduzida pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) nos últimos dois anos, em conjunto da Assessoria de Inteligência da Secretaria de Estado da Segurança Pública.

Boa parte das empresas detectadas na investigação está sediada na Capital. Algumas destas companhias não possuem registros formais nos órgãos responsáveis, mas apresentaram uma movimentação financeira incompatível com o seu porte.

Nos endereços tidos como receptadores de celulares roubados e furtados, o cumprimento dos mandados tem ainda o apoio do canil da Polícia Penal do Estado de São Paulo, com animais especializados na detecção dos elementos químicos de aparelhos eletrônicos para ajudar nas buscas.

Cadeia de ilícitos

No pedido apresentado ao Poder Judiciário, os membros do GAECO descreveram detalhadamente como os criminosos agem, obtendo lucro em cada etapa de uma cadeia de ilícitos que começa nas ruas, com o furto ou roubo de aparelhos, e se estende pelo roubo de dados e revenda do aparelho e de peças.

O ciclo divide-se em pelo menos quatro núcleos:

  • O primeiro reúne os criminosos responsáveis por roubar os aparelhos das vítimas, muitas vezes por meio da quebra de vidros de automóveis nos congestionamentos na capital paulista, além de roubos, latrocínios e furtos em grandes eventos.
  • Os celulares furtados ou roubados chegam ao segundo núcleo, encarregado de desbloqueá-los e de transferir valores de contas bancárias das vítimas para contas de terceiros, além do roubo de dados pessoais.
  • O terceiro núcleo cuida da revenda dos aparelhos. Para tanto, alteram o IMEI (número que identifica cada celular) e removem outros bloqueios técnicos para realocação de peças, recorrendo a sites hospedados no exterior. Com isso, os celulares são revendidos sem vínculo aparente com os registros dos crimes antecedentes, frustrando as providências de bloqueio associadas ao IMEI original.
  • O quarto núcleo é responsável por desmontar os celulares, vendendo as peças dos aparelhos separadamente para maximizar o lucro da atividade ilícita.
Por

Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.

 

 

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