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Lei Ruy Fontes autoriza escolta para autoridades e ex-autoridades; entenda

Sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), a lei prevê segurança pessoal para ocupantes de cargos ligados à área de justiça e segurança pública

Por, de São Paulo
Ex-delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes.
Ex-delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes • Foto: Prefeitura de Praia Grande

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sancionou, nessa terça-feira (17), a Lei Complementar nº 1.439, chamada de Lei Ruy Ferraz Fontes, que autoriza a concessão de escolta e segurança pessoal a autoridades, ex-autoridades e familiares em razão do risco associado ao exercício das funções públicas.

A norma teve origem em projeto aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. O texto estabelece que o Poder Executivo poderá garantir proteção a ocupantes de cargos ligados ao sistema de justiça criminal, à segurança pública e à administração penitenciária.

A legislação também permite a concessão de escolta a ex-ocupantes desses cargos e a familiares diretos. Outras autoridades que comprovarem ameaça em razão da função pública poderão solicitar proteção, que será analisada pela Secretaria da Segurança Pública.

De acordo com o texto, a escolta deve ser mantida durante o período em que a autoridade estiver no cargo e, no caso de ex-mandatários, pelo tempo equivalente ao mandato seguinte. A continuidade da proteção após esse prazo poderá ocorrer mediante avaliação das forças policiais.

O projeto foi sancionado com vetos a trechos que determinavam que as próprias corporações policiais arcassem com despesas da segurança. De acordo com o governo estadual, a mudança foi feita para evitar interferência na autonomia administrativa e orçamentária do Executivo.

A Polícia Civil de São Paulo ainda procura por dois foragidos apontados como envolvidos no assassinato do delegado Ruy Ferraz, um dos principais responsáveis pelo combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Os nomes deles não foram divulgados.

O ex-delegado foi executado no dia 15 de setembro em uma emboscada. O crime ocorreu após uma perseguição em alta velocidade e o capotamento do carro em Praia Grande, no litoral paulista. Criminosos efetuaram mais de 20 disparos de fuzil contra ele.

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.