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Hospital Albert Einstein é alvo de ataque cibernético; hackers acessaram dados de pacientes

Assim que foi notada uma suspeita de invasão, equipes do hospital adotaram medidas técnicas e operacionais para prestar assistência

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Miguel SCHINCARIOL / AFP

O Hospital Albert Einstein foi alvo de um ataque hacker, causando a obtenção de parte dos dados de pacientes. O ataque foi realizado em agosto.

Em nota, o hospital informou que não há evidências de que os dados foram divulgados ou usados de maneira inapropriada. O monitoramento dos dados segue em andamento.

Pacientes afetados pelo ataque estão sendo comunicados individualmente por e-mail. "Os trabalhos estão agora centrados na identificação e na caracterização dos dados acessados, que estão armazenados de forma fragmentada e em bases de informação descentralizadas", informou o hospital.

"Parte relevante desse volume corresponde a documentos avulsos, muitos deles sem possibilidade de identificação. As informações são de natureza pessoal, com registros cadastrais, incluindo nome, CPF e/ou data de nascimento, e podem conter dados de saúde, como prescrições médicas e resultados de exames", acrescentou.

Assim que foi notada uma suspeita de invasão, equipes do hospital adotaram medidas técnicas e operacionais para prestar assistência. Todas as plataformas do hospital e sistemas de prontuário já foram normalizados.

Os órgãos competentes seguem apurando a autoria do ataque, com o apoio de peritos independentes e consultorias especializadas em segurança da informação. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi notificada.

"O tema está sendo tratado com a máxima prioridade, tendo como principal preocupação o apoio aos pacientes afetados e a revisão contínua dos mecanismos de proteção de dados e de segurança da informação. Uma estrutura foi montada para atender e tirar dúvidas dos titulares que tiveram seus dados acessados indevidamente e que estão recebendo a comunicação por e-mail", informou o hospital.

"O Einstein lamenta o ocorrido e reforça que seu bem mais valioso é a confiança que seus pacientes depositam na organização", finalizou.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

 

 

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