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Corpo de juiz encontrado carbonizado em carro em SP foi identificado através de tatuagem

Gustavo de Castro Campos foi localizado dentro de um veículo em chamas na zona rural de São João da Boa Vista, no interior do estado; polícia investiga o caso

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Gustavo de Castro Campos, do TJSP, foi encontrado morto na noite desta quarta-feira (07).
Gustavo de Castro Campos, do TJSP, foi encontrado morto na noite desta quarta-feira (07). • Reprodução | Redes Sociais

O corpo do juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, foi identificado por meio de uma tatuagem que ele tinha no lado esquerdo do abdômen. O homem foi encontrado parcialmente carbonizado dentro de um carro em chamas, na cidade de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. A identificação também foi confirmada pelos documentos pessoais encontrados no veículo.

O automóvel foi localizado na noite dessa quarta-feira (07), na Estrada de Terra Euclides Dotta, na zona rural do município. Segundo o registro policial, equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender à ocorrência.

O corpo do juiz estava no banco do motorista. Antes da chegada dos bombeiros, um homem que passava pela região com uma retroescavadeira tentou conter o incêndio lançando terra sobre o veículo. Ele afirmou que não percebeu inicialmente que havia uma pessoa dentro do carro por causa da fumaça.

Galão com cheiro de gasolina foi encontrado no carro

Durante a perícia inicial, os investigadores não encontraram ferimentos aparentes provocados por disparos de arma de fogo ou por arma branca. Também não foram identificadas, até o momento, marcas visíveis de violência no corpo do juiz.

Por outro lado, um galão com forte odor de gasolina foi localizado na parte dianteira do veículo, próximo aos pedais. O próprio corpo apresentava cheiro semelhante, segundo o boletim de ocorrência.

A polícia também informou que, inicialmente, não foram encontrados indícios de que objetos tenham sido roubados. A aliança permanecia no dedo da vítima e a carteira do juiz ainda estava no interior do veículo. Os indícios podem descartar que o caso se trate de um latrocínio.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de São João da Boa Vista, onde deverá passar por exames que podem ajudar a esclarecer a causa e as circunstâncias da morte.

Polícia investiga morte suspeita

A Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito para investigar o caso. A apuração é conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São João da Boa Vista. Os investigadores solicitaram exames periciais, análise de imagens e depoimentos de testemunhas.

Neste momento, a polícia trabalha para esclarecer como o incêndio começou e o que aconteceu antes da morte do juiz. O caso foi registrado como morte suspeita, encontro de cadáver e localização e apreensão de veículo. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.

Quem era Gustavo de Castro Campos?

Gustavo era juiz titular da 2ª Vara da Comarca de Mococa, também no interior paulista. Nascido em Mogi das Cruzes, ele se formou em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas e ingressou na magistratura em 2014, como juiz substituto da 14ª Circunscrição Judiciária, com sede em Barretos.

Antes de chegar à 2ª Vara de Mococa, o magistrado também atuou na comarca de Tambaú. Em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo lamentou a morte e destacou a atuação de Gustavo ao longo da carreira. O juiz deixa uma filha de nove anos.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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