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Furtos de celulares e ataques a motoristas preocupam autoridades em São Paulo

Especializadas em furtos e roubos, quadrilhas atacam motoristas nos congestionamentos e lucram com a revenda de aparelhos e o acesso a dados bancários das vítimas

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Trânsito intenso após chuva em São Paulo
Furtos e roubos ocorrem com motoristas nos congestionamentos • Paulo Pinto/Agência Brasil
Quadrilhas criminosas especializadas em furtos e roubos têm gerado pânico entre paulistas e turistas, além de causar preocupação às autoridades em São Paulo. Mochilas, celulares e notebooks estão entre os objetos preferidos dos criminosos.

No trânsito, as chamadas gangues do quebra-vidro são o terror dos motoristas. Os bandidos se escondem e observam objetos deixados sobre os bancos ou no painel dos veículos.

É tudo muito rápido. O semáforo fica vermelho ou o trânsito para por causa de um congestionamento. Com pedras ou pedaços de ferro nas mãos, os ladrões se aproximam rapidamente, desferem um golpe certeiro, quebram o vidro e levam tudo o que conseguem de dentro dos carros das vítimas.

Em tempos em que os celulares concentram informações pessoais e bancárias, os criminosos passaram a lucrar não apenas com os aparelhos, mas também com os dados armazenados neles. O que antes era um crime de oportunidade se transformou em uma rede criminosa sofisticada, como destaca o delegado Fernando Santiago.

"Com o celular desbloqueado, que vale mais, ele consegue subtrair as contas, valores da vítima. Aqueles celulares em que ele não consegue desbloquear, consegue pelo menos revender. Isso tudo vai acabar culminando no crime de lavagem de capitais", disse.

O poder público tem apostado em estratégias para tentar combater essas quadrilhas. Na esfera municipal, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) tem investido no Smart Sampa, sistema inteligente de câmeras que identifica e alerta as forças de segurança sobre a presença de criminosos procurados pela Justiça. São mais de 40 mil equipamentos instalados apenas na capital paulista. O sistema já contribuiu para a prisão de mais de dois mil criminosos.

"Essas prisões, duas mil pessoas, sem um tiro, demonstra que a tecnologia é a ferramenta mais ideal para a gente somar a presença do policial e combater a criminalidade. É de fundamental importante para a população que deseja mais tranquilidade, trabalhar e transitar com segurança", afirmou Nunes.

Na esfera estadual, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem intensificado o policiamento e as operações contra quadrilhas especializadas. Trabalhos de inteligência têm buscado identificar não só a linha de frente que atua nas ruas, mas também líderes de organizações criminosas e receptadores que podem estar escondidos em condomínios de luxo.

Mas não basta apenas prender; é preciso ter leis que garantam punição. Essa avaliação foi feita na CNN Brasil pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Dr. Nico Gonçalves.

"Se alguém furtar seu celular e souber que vai ficar um ano preso, não furtava outra vez. Mas a gente pega aqui uma quadrilha que vem de outro país com 15 celulares, a gente autua, vai para a cadeia e sai após a audiência. Quando tem outro show, eles atuam novamente porque não ficam presos. A nossa lei não ajuda. Aquele que motiva o crime, que está esperando um produto roubado, não fica na cadeia", afirmou.

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Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.