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Bombeiros alertam vizinhos a não dormirem em casa após incêndio em prédio abandonado em BH

Chamas estão controladas, mas não extintas; militares enfrentaram fogo a 140 °C e risco de explosão no local foi descartado

Por e 
Bombeiros alertam vizinhos a não dormirem em casa após incêndio em prédio abandonado em BH
CBMMG/ Divulgação

O incêndio que atingiu um prédio comercial abandonado na Rua Marabá, próximo à Avenida Prudente de Morais, no bairro Santo Antônio, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, mobilizou 18 militares e seis viaturas do Corpo de Bombeiros na tarde deste domingo (9). Segundo o Capitão Magalhães, do 1º Batalhão dos Bombeiros, as equipes foram acionadas por volta das 16h30 e encontraram um cenário crítico, com chamas ativas e pessoas tentando fugir da estrutura.

De acordo com o oficial, o imóvel era habitado por pessoas em situação de rua. A principal hipótese é de que o fogo tenha começado com a queima de fios de cobre para venda, alastrando-se rapidamente por colchões e materiais acumulados no local. "No início, não não se falava sobre a possibilidade de vítimas, mas quando chegamos, confirmamos a possibilidade. Rompemos portas e acessos laterais para combater o fogo e facilitar a saída. Algumas pessoas pularam pelas janelas do primeiro, segundo e terceiro andares para se salvar", explicou o Capitão Magalhães.

Vítimas e buscas em local de difícil acesso

Uma mulher de cerca de 30 anos sofreu queimaduras de vias aéreas por conta da inalação de fumaça quente e foi socorrida para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII. Ela relatou às equipes que estava acompanhada de um parceiro, que ainda não foi localizado.

Uma equipe dos Bombeiros permanece exclusivamente dedicada às buscas por possíveis vítimas presas nos escombros. Um militar que participava do resgate também precisou de atendimento médico na ambulância do SAMU após apresentar dificuldades respiratórias devido à fumaça e a sequelas prévias de COVID-19.

Controlado mas não extinto

Apesar de a situação estar controlada (sem risco de propagação para outros edifícios), o incêndio ainda não foi totalmente extinto.

As medições realizadas com câmeras térmicas indicaram que a temperatura no foco principal do incêndio chegava a cerca de 140 °C, criando um cenário de gravidade. Os militares encontraram dois cilindros de oxigênio no interior do imóvel, o que elevou o risco estrutural do local. De acordo com o Capitão Magalhães, a presença desses equipamentos aliada ao calor intenso traz um perigo real de explosão e até mesmo de colapso de toda a estrutura do prédio. No entanto, os bombeiros atualizaram que conseguiram resfriar os cilindros, eliminando o risco de explosão.

Recomendação aos moradores vizinhos: não dormir em casa

A fumaça gerada pela queima de resíduos sólidos é altamente tóxica. Com o apoio da Guarda Municipal, prédios no entorno foram evacuados.

Devido ao alto nível de toxicidade do ar, o Corpo de Bombeiros orienta que os moradores da região não retornem às suas casas para dormir na noite deste domingo, já que a fumaça representa um sério risco à saúde, sobretudo para idosos. A recomendação para quem reside no entorno é deixar portas e janelas abertas, além de manter ventiladores ligados para favorecer a circulação e dispersão do ar represado.

Defesa Civil acionada

A Defesa Civil de Belo Horizonte informou que foi acionada na noite deste domingo (9) para atendimento à ocorrência no imóvel, onde funcionava a antiga telefonia Oi.

"A equipe irá, inicialmente, avaliar as condições de segurança para verificar a possibilidade de realização da vistoria de risco, considerando a visibilidade reduzida, a presença de fumaça e a temperatura no interior da edificação após o incêndio. Caso não seja possível realizar a vistoria com segurança neste momento, a avaliação será programada assim que o imóvel apresentar condições adequadas e seguras para o acesso da equipe da Defesa Civil", informou em nota.

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Jornalista em formação pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH). Integra a equipe da Itatiaia desde 2024 com foco na editoria Minas Gerais.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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