Deolane Bezerra é transferida para presídio no interior de SP após prisão em operação do PCC
Influenciadora estava presa na Penitenciária Feminina de Sant'Ana, na Zona Norte da capital paulista, até o fim da madrugada desta sexta-feira (22)

A influenciadora Deolane Bezerra está sendo transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, nesta sexta-feira (22). A informação foi confirmada pelo secretário de Segurança Pública do estado, Nico Gonçalves.
A advogada, presa em uma operação que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC, estava detida na Penitenciária Feminina de Sant’Ana, na Zona Norte da capital paulista. Segundo dados da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), a unidade opera acima da capacidade e abriga mais detentas do que o permitido.
O presídio fica a menos de 500 metros do antigo Complexo Penitenciário do Carandiru, local do massacre que deixou 111 mortos em 1992, segundo o g1.
Deolane foi presa na quinta-feira (21), durante a Operação Vérnix, que apura movimentações financeiras, bloqueios patrimoniais e empresas supostamente usadas para ocultar recursos ligados à facção criminosa.
A audiência de custódia ocorreu ainda na quinta-feira, e a Justiça decidiu manter a prisão preventiva da influenciadora.
Deolane é apontada como “caixa” do PCC
Segundo as investigações, Deolane teria atuado como uma espécie de “caixa” da organização criminosa. Por ser uma figura pública conhecida nacionalmente, ela seria utilizada para ocultar depósitos de origem ilícita.
De acordo com a Polícia Civil, integrantes da facção depositavam dinheiro em contas ligadas à influenciadora. Os valores seriam misturados a receitas de outras atividades e, posteriormente, retornariam ao crime organizado.
Ainda conforme os investigadores, Deolane teria aberto 35 empresas de fachada registradas no mesmo endereço para viabilizar o esquema de lavagem de dinheiro.
Bilhetes encontrados em presídio deram origem à investigação
Imagens de bilhetes manuscritos encontrados dentro do sistema prisional paulista e que deram origem à investigação foram divulgadas pelas autoridades.
Nos documentos, havia mensagens sobre supostos planos para matar funcionários do sistema penitenciário, além de informações relacionadas ao tráfico de drogas da facção.

Segundo a investigação, os bilhetes estavam escondidos em celas e foram encontrados por agentes penitenciários durante inspeções.
O Ministério Público de São Paulo informou ainda que comprovantes das movimentações financeiras investigadas foram localizados no celular de Ciro Cesar Lemos, apontado pelos investigadores como operador central do esquema financeiro da organização criminosa.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.
Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.

