SP: Anchieta e Imigrantes passam a ter pedágio eletrônico a partir de 1º de agosto
Tarifa total permanece a mesma (R$ 40,60), mas será dividida nos dois sentidos (R$ 20,30 cada); motoristas sem tag terão até 30 dias para pagar online ou em totens físicos

A Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) homologou, nesta segunda-feira (13), o sistema de pedágio eletrônico sem cancelas (free-flow) da concessionária Ecovias Imigrantes para o SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes), principal ligação entre a Região Metropolitana de São Paulo e a Baixada Santista, em São Paulo, SP. A operação comercial terá início oficial à zero-hora de 1º de agosto, prometendo eliminar paradas e reduzir o tempo de viagem.
Com a mudança, as atuais praças de pedágio físicas deixarão de efetuar cobranças presenciais. Elas serão totalmente substituídas por pórticos eletrônicos inteligentes que identificam os veículos em movimento, eliminando a necessidade de paradas e reduzindo o tempo de viagem.
A principal mudança prática para o bolso do motorista será a forma de cobrança, embora o custo final da viagem permaneça exatamente o mesmo. Atualmente, o pedágio é cobrado de forma unidirecional (apenas no sentido litoral) no valor de R$ 40,60. A partir de 1º de agosto, a cobrança será computada nos dois sentidos, dividida pela metade:
- Nova tarifa no sentido litoral: R$ 20,30
- Nova tarifa no sentido capital: R$ 20,30
Custo total da viagem de ida e volta: R$ 40,60 (inalterado)
Os pórticos de leitura automática estão instalados no km 29 da Rodovia dos Imigrantes e no km 33 da Via Anchieta. A novidade do free-flow alinha-se às discussões sobre o futuro dos pedágios eletrônicos e o pagamento proporcional no país, que já prevê novas regras e padronização.
Para calibrar as câmeras sob condições climáticas severas, como a famosa neblina da Serra do Mar, a Ecovias realizou uma fase de simulação rigorosa ao longo de todo o mês de junho. Os dados registrados do período mostram um alto índice de prontidão dos usuários:
- Total de passagens registradas: 2,5 milhões de veículos, sendo 1,9 milhão de passeio e 600 mil comerciais;
- Adesão às tags: 77% dos veículos já passaram com tag ativa (cobrança automática);
- Caminhões e ônibus: registram o maior índice de uso de tecnologia, com 93% de presença de tag;
- Veículos de passeio: 71% utilizaram tag ativa, enquanto os 29% restantes foram identificados pelo sistema de leitura de placas (OCR).
"A fase de testes permitiu validar toda a operação antes do início da cobrança. Esse período foi fundamental para ajustar processos, capacitar equipes e garantir que o sistema inicie a operação oferecendo segurança e confiabilidade", afirma Fernando Ferreira, gerente de operações rodoviárias da Ecovias Imigrantes. O governo federal tem planos de padronizar o pedágio eletrônico em até cinco anos.
Os motoristas que já possuem adesivos de cobrança automática (tags) no para-brisa não precisam fazer nada: o débito continuará ocorrendo diretamente na conta da operadora contratada.
Para quem não tem tag, o processo de pagamento exige atenção para evitar multas por evasão de pedágio. O motorista terá até 30 dias após a passagem para quitar o valor. O pagamento poderá ser feito pelos seguintes canais:
- Portal Siga Fácil: Plataforma unificada do Governo de São Paulo;
- Plataforma Pedágio Digital: Através do site oficial ou pelo aplicativo oficial para celulares, utilizando PIX ou cartão de crédito;
- Totens físicos: Equipamentos de autoatendimento com maquininhas de cartão instalados em postos de combustível e bases de apoio ao longo das rodovias.
A concessionária reforça que nunca envia links por e-mail, SMS ou mensagens de WhatsApp cobrando tarifas. Motoristas devem utilizar exclusivamente as plataformas oficiais linkadas acima para evitar golpes virtuais.
Mesmo com o fim das cabines de cobrança, as estruturas físicas das praças de pedágio na descida serão mantidas temporariamente por razões de segurança viária. Elas servirão como apoio para a tradicional Operação Comboio em dias de neblina intensa, sob coordenação da Polícia Militar Rodoviária (PMRv).
No entanto, a Ecovias já estuda uma transição definitiva para o modelo de Comboio Dinâmico — uma solução de engenharia em avaliação pela Artesp que deve eliminar totalmente a necessidade de parada estática dos veículos na rodovia, mantendo a segurança da descida da serra em velocidade controlada de forma contínua.
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