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Defesa de chileno preso por racismo em voo da Latam afirma que homem teve surto psicótico

Germán Naranjo, preso na última sexta-feira (15), foi flagrado imitando macaco para funcionário em voo da Latam de São Paulo para a Alemanha

Por e 
Reprodução | @livresiguaisbr

A defesa do executivo chileno preso por cometer falas racistas, xenofóbicas e homofóbicas contra um comissário de bordo em um voo da Latam, no último dia de 10 de maio, afirma que ele teve um surto psicótico.

Germán Andrés Naranjo Maldini, que é executivo comercial há 10 anos da Landes, empresa de fabricação de pescados, foi flagrado em vídeo pelo funcionário o chamando de "preto" e "macaco", inclusive imitando o animal. Ele foi afastado preventivamente da companhia nesse sábado (16).

Germán esteve internado desde 2013 e faz tratamento médico desde então. Além disso, a defesa afirma que o homem não se lembra dos fatos.

"Está consternado em razão disto, pois reflete conduta incompatível com sua história de vida pessoal, familiar e profissional". Em nota, o chileno pede "desculpas para o funcionário da LATAM e para o povo brasileiro em razão de ofensas proferidas durante surto psicótico".

A defesa ainda diz que há grande preocupação com a saúde mental de Germán, que está preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos. Ele faz uso contínuo de medicamentos e, de acordo com os advogados, "a abstinência podem ocasionar novo surto e, por consequência, colocá-lo em risco junto aos demais presos".

"Germán precisa de tratamento, sendo que sua transferência para uma clínica ou unidade hospitalar que possibilite a continuidade de seu tratamento em local adequado se mostra urgente", finaliza.

Segundo o advogado criminalista Carlos Kauffmann, representante do homem, Germán relatou não ter clareza sobre os acontecimentos registrados durante o voo e disse que está abalado, envergonhado e arrependido. O chileno está preso há três dias. As investigações seguem em andamento pela Polícia Federal.

O que diz a defesa do chileno

“Estivemos com o Germán hoje, e ele fez uma declaração na qual ele reconhece que, por força de tratamento psiquiátrico, o qual ele é submetido há mais de 13 anos, já tendo sido internado por essas questões, remédios que está tomando, ele não sabe o que aconteceu. Não tem noção do que houve.

Está extremamente triste, consternado, envergonhado com tudo isso, e pede desculpas públicas a todos os brasileiros, em especial, ao tripulante Bruno, que se sentiu ofendido, dizendo que essa conduta é incompatível com a sua vida, com o seu histórico, e que jamais, jamais, poderia fazer algo nesse sentido de maneira consciente, de maneira intencional.

Neste sentido, o que o Herman precisa é de tratamento. Ele toma medicamento, medicamento controlado, e certamente ele busca tratamento para que ele possa se recompor. Peticionamos hoje à Justiça Federal para trazer dados e fatos até então desconhecidos, no sentido de que Herman precisa de tratamento médico, que já foi internado, toma medicação de uso controlado e é indispensável que seja avaliada a sua condição, o seu estado mental, ainda que esteja preso."

Entenda o caso

O flagrante das ofensas proferidas pelo executivo comercial chileno Germán Andrés Naranjo Maldini ocorreu durante um voo da Latam, que partiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, com destino a Frankfurt, na Alemanha.

A confusão teve início quando o passageiro tentou abrir a porta do avião e foi impedido pelos tripulantes e ao ser contido, iniciou uma série de ataques contra um funcionário da companhia aérea.

Em vídeos gravados pela própria vítima, o chileno inicia os insultos afirmando: "Ele é gay, eu não sou gay. Para mim é um problema ser gay".

Questionado pelo comissário se havia algum problema no fato de ele ser gay e preto, o executivo seguiu com as agressões: "A pele preta... que mais? O cheiro de preto, o cheiro de brasileiro...". Mesmo após os pedidos da tripulação para que se sentasse e parasse com as ofensas, o chileno rebateu chamando o tripulante de "preto" e "macaco", passando, em seguida, a imitar o animal no meio da aeronave.

O homem foi localizado e preso preventivamente pela Polícia Federal na sexta-feira (15), ao retornar ao Brasil em uma conexão vinda de Frankfurt.

Veja o vídeo:

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.

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