‘Covardia’, desabafa marido de mulher morta por policial em SP; veja vídeo
Luciano Gonçalves denunciou abordagem truculenta e clamou por justiça; Thawanna Da Silva Salmázio foi assassinada com um tiro na última sexta (03)

Luciano Gonçalves, marido de Thawanna Da Silva Salmázio, falou pela primeira vez à imprensa sobre o assassinato de sua esposa. A vítima foi executada por Yasmin Cursino Ferreira, soldado da Polícia Militar de São Paulo, na última sexta-feira (03).
O caso repercutiu em todo o país após a divulgação das imagens da câmera corporal usada pelo parceiro de Yasmin no momento do crime. Durante a gravação, que revela toda a dinâmica do episódio, é possível escutar o barulho do disparo que matou Thawanna.
Durante a entrevista, Luciano afirmou que abordagem dos militares foi violenta desde o início e que a conduta da policial foi “covarde”, “cruel” e desnecessária”. Ele disse ainda que a divulgação das imagens das câmeras corporais vai poder provar a inocência do casal no dia em que tudo aconteceu.
“Agora que dados foram coletados das câmeras policiais, vai provar que nós estávamos inocentes naquela noite. Naquele ato de covardia que fizeram com a minha esposa. Eu clamo por justiça. Nós não estávamos errados naquela noite. Tudo que eu falei no meu depoimento, eu não mudei em momento algum meu depoimento. Tudo que eu descrevi ali para a polícia, as câmeras mostraram. Foi um ato de crueldade, não foi fatalidade. Aquela abordagem desnecessária”, disse o homem.
Luciano relembrou o momento do assassinato. O homem contou que, quando ouviu o tiro, acreditou que se tratava apenas de uma bala de borracha. Ainda segundo eçe, a policial também teria apontado a arma e ameaçado disparar contra ele, mas acabou impedida pelo militar que a acompanhava.
“Foi na hora que aconteceu o ato. Segundo as testemunhas, viram que a Yasmin desceu do carro, deu um tapa na minha mulher e um chute nas minhas partes íntimas. As testemunhas falaram. E, na hora do disparo, eu achei que tinha sido uma bala de borracha. Na hora que eu escutei, eu falei que era uma bala de borracha. Mas foi o tiro. Daí ele falou, ‘você atirou?’, ela falou, ‘ela me deu um tapa’. Daí teve minha voz falando, ‘não deu tapa não’. Na hora, ela apontou a arma pra mim. A Yasmin ia atirar em mim, ele que não deixou. Ele falou, ‘não atira’. Ela apontou a arma pra mim, ela estava apontando a arma para mim”, desabafou Luciano.
Ele também se mostrou indignado com a demora pela chegada das equipes de resgate. Segundo Luciano, os policiais militares não teriam avisado à emergência a gravidade da situação. “Demorou muito. Demorou muito para chegar o resgate. Eu acho que ele não falou a gravidade do caso quando chamou a ambulância. Tinha que falar, acho que daria uma preferência para o socorro da minha esposa. Aconteceu aqui, é uma pessoa ferida, não falou isso, tá entendendo? Então dificultou muito, minha mulher sofreu, agonizou, chamando o meu nome, pedindo socorro”, relembrou.
Abalado, Luciano relatou o sofrimento em assistir sua esposa ser morta pela policial. Para ele, relembrar o momento é “muito dolorido”. “Vê como tá meu psicológico, imaginando essa cena, estar vivendo e relatando para vocês aqui novamente. É difícil pra mim isso, é muito dolorido, muito dolorido”, desabafou.
Confira a entrevista completa:
‘Covardia’, marido de mulher morta por PM em SP denuncia abordagem violenta e cobra justiça
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🎥Reprodução | Myhood pic.twitter.com/hnZRBHmM0n— Itatiaia (@itatiaia) April 10, 2026
Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



